Tadeu Brunelli/Divulgação
Tadeu Brunelli/Divulgação

'Divirta-se' celebra centésima edição com 100 programas irresistíveis em São Paulo

Confira dicas de restaurantes, bares, lojas, padarias, museus, festas e muitos outros apontados pelos jornalistas do guia semanal do 'Estado'

Divirta-se,

10 Fevereiro 2012 | 03h00

Para marcar nossa centésima edição, abusamos dos superlativos num tributo à cidade que cobrimos carinhosa e apaixonadamente. Veja a relação dos 100 lugares que indicamos:

 

Pedroso

 

Na cola da Fnac, que fica no início da mesma rua, sete sebos atraem os leitores apaixonados por páginas amareladas. Nessas lojas, você encontra joias como uma coletânea de 1992, que traz uma HQ escrita por Federico Fellini e ilustrada por Milo Manara por R$ 20 - mas essa já é minha. (Ramon Vitral). Av. Pedroso de Morais, Pinheiros.

 

Alberta #3

 

Aqui toca rock. De preferência, não muito novo. É sabido que DJs transgressores arriscaram eletrônico e até um samba. Isso, é claro, quando o Ivan Finotti, sócio da casa e fã obcecado de Bob Dylan - um retrato do músico ocupa quase toda a extensão do pé direito alto da entrada - não estava. Os sofás dão a sensação de se estar em casa. A pista, do tipo inferninho, costuma reunir amigos que se não o são, ao menos parecem, de infância. 

E os drinks - como o lady-like ‘Fuck Yeah’ - não devem nada aos de casas especializadas. A noite sempre acaba bem, com uma vista dos jardins da São Luís. (Carolina Arantes). Av. São Luís, 272, República, 3151-5299.

 

Santa Efigênia Pães

 

Deixe o café e o pão com manteiga para lá e peça qualquer sanduíche da casa. O ‘Mineiro’, com filé e queijo minas, tem saborosas tiras de carne; e o ‘Santa Efigênia Trio’, com presunto, queijo e bacon, no pão de forma (sem casca e torradinho) é de comer pensando em uma cirurgia de ampliação do estômago. (Daniel Telles Marques). R. Santa Ifigênia, 57, 3311-6632.

 

 

Galeria Ouro Fino

 

Seu maior defeito é também a sua principal atração: lojas que abrem e fecham rápido demais. Cada vez que a escada estreitinha, que acomoda um só por degrau, rola em direção ao primeiro piso, torço para o salão de cabeleireiro - e a loja de sapatilhas de balé (!) - ainda estarem lá. (Camila Hessel). R. Augusta, 2.690, Jd. Paulista, www.galeriaourofino.com.br.

 

A Lapinha

 

É tão legal, mas tão legal, que eu iria lá até para comer jiló. E, na verdade, como sempre que posso. E é delicioso - recheado com carne seca acebolada e coberto com um molho de queijo. E é exatamente o legume mais rejeitado que existe que tanto me fez (e me faz) voltar ao lugar. (Douglas Vieira). R. Coriolano, 336, V. Romana, 3672-7191.

 

Teatro de Arena

 

O teatro tem templos sagrados onde quer que o homem o pratique. E esse é um desses lugares. Sempre que entro naquela sala penso em quantas peças já passaram por ali: Boal, Guarnieri... Quantas ilusões, quantas mentiras maravilhosas foram contadas - e ainda são: Nelson Baskerville está lá com 17 x Nelson II, honrando a tradição daquelas paredes. O teatro vive. (Guilherme Conte). R. Dr. Teodoro Baima, 94, República, 3256-9463.

 

Voodoohop

 

Uma festança alternativa ocupando um andar inteiro de um prédio quase em frente ao Largo do Paiçandu. Essa é a Voodoohop e sua sede emotiva: a Associação Brasileira dos Empresários de Diversões, onde também funciona uma escola de produção áudio visual, a Trackers. O movimento da balada é circular, como o corredor do prédio, cheio de salas e sacadas de onde é possível contemplar o centro. (Renan Dissenha Fagundes). R. Dom José de Barros, 337, Centro. http://www.voodoohop.com/about.php.

 

Mosteiro de São Bento

 

Gula é pecado, todo mundo sabe. Mas diante dos quitutes da padaria do mosteiro, fica bem difícil resistir. Ainda bem que tem os minibolos (para evitar que você coma um inteiro), como o de amêndoas ou o de maçãs. Ou os biscoitinhos. Ou as geleias. Se bater aquele remorso, livre-se da culpa ali mesmo. A igreja é linda. Aos domingos, há missas com o belíssimo canto gregoriano. (Dado Carvalho). Lgo. S. Bento, s/nº, Centro, 3328-8799.

 

Windhuk

 

O garçom traz o steinhäger, um chopinho e os canapés. Deixo meus olhos perderem-se em saudade. É o meu restaurante favorito em todo o planeta. Suspiro feliz. Certos lugares guardam entre suas paredes o espírito de outro tempo. Quando quero sentir que tudo está em seu devido lugar no mundo, vou jantar lá. (Guilherme Conte). Al. dos Arapanés, 1.400, Moema, 5044-2040.

 

2001 Vídeo

 

Antes de mudar para cá, vinha sempre nos fins de semana para ir ao cinema. Em uma das vezes, quis comprar DVDs e fui levada à 2001 da Sumaré. Tentei disfarçar o entusiasmo, mas não conseguia acreditar que existia um espaço daquele tamanho - são 950 m2! - destinado a nós, fãs do filme em casa. Ou melhor, fãs do mesmo filme assistido cinco, dez, quinze vezes. E quem resiste à proposta de três filmes antigos passarem uma semana na sua casa? (Carolina Arantes). Av. Sumaré, 1.744, Sumaré, 3873-2017.

 

Frangó

 

Desde adolescente, por ter crescido perto da Freguesia do Ó, o Frangó esteve em meu caminho. Gosto de andar por ali para lembrar, mas a verdade é que vou lá para beber. No cardápio, mais de 300 cervejas do mundo inteiro. Tento sempre dar uma ‘volta ao mundo’, mas é o mundo que começa a girar. Ah, a coxinha também é boa. (Douglas Vieira). Lgo. da Matriz Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, 3932-4818.

 

Uo Katsuo

 

É aquele restaurante japonês perto do Ginásio do Ibirapuera. O mesmo que, para muita gente, continua a ser também uma peixaria (já foi, não é mais). Conforto, quase não tem; e está sempre cheio. Mas o mais importante é que está servindo suas famosas perninhas de lula chapeadas. Coisa fina, a preço trivial: a porção de 100 g custa R$ 4,50. (Luiz Américo Camargo). R. Manoel da Nóbrega, 1.180, Paraíso, 3051-5855.

 

Pain et Chocolat

 

Quase nunca como de manhã. Mas é impossível não aproveitar o bufê de café dessa doceria. A mesa fica cheia de frios, queijos, geleias, panquecas e quitutes matinais, além de diversos pães. E isso até as 14h, quando o garçom avisa que é hora da última rodada. (Claudia Sabbagk). R. Canário, 1.301, Moema, 5094-0550.

 

 

Cervejaria Nacional

 

Cerveja artesanal é legal, ainda mais quando feita pelos outros. E aqui é assim, a bebida que se toma é feita logo ali, um andar abaixo do bar. Apesar dos cinco tipos diferentes, concentre-se em uma só, a Y-îara Pilsen. É de, como o folclore sugere, fazer se encantar e se afogar, mas no copo. (Daniel Telles Marques). R. Pedroso de Morais, 604, Pinheiros, 3628-5000.

 

Castelões

Desde 1929, o bairro do Brás mudou bastante. Mal dá para reconhecer a rua na foto que decora uma das paredes da pizzaria. Naquele tempo, o lugar era uma confeitaria, e o bairro parecia um cenário de novela de época. Até hoje, no entanto, a pizza dali é referência. Fosse ela feita só de massa, já valeria a pena, de tão saborosa. (Dado Carvalho). R. Jairo Góes, 126, Brás, 3229-0542.

Gibiteca Henfil

Lojas especializadas em gibis são poucas, mas não raras. Uma biblioteca voltada à locação de histórias em quadrinhos, aí sim é difícil. Mas ela tá lá, no CCSP. Nem todas as coleções estão completas, mas é possível esbarrar com a nata dos quadrinhos. Há clássicos nacionais que vão das primeiras publicações de Henfil às premiadas edições dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. O acervo tem mais de 119 mil exemplares. (Ramon Vitral). R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. 3397-4002.

Ritz

Há pelo menos uma dezena de hambúrgueres bons nesta cidade. Alguns excepcionais. Mas ainda estou para encontrar algum melhor, ou igual, ao do Ritz. Não que eu queira. Estou muito bem com as opções da lanchonete de porta rotatória nos Jardins. (Ramon Dissenha Fagundes). Al. Franca, 1.088, Jd. Paulista, 3062-5830.

Shintori

A primeira vez que fui lá foi há 17 anos, quando ainda se chamava Suntory. O nome mudou, mas o charme permaneceu o mesmo. Para mim, é sinônimo de comemoração e de comer shabu-shabu, um prato no qual o cliente é quem cozinha a carne e os vegetais na água fervente. Adoro esse ritual de pescar o cozido puro na panela e mergulhar no molho. (Fernanda Araujo). Al. Campinas, 600, Jd. Paulista, 3283-2455.

Ráscal

Em geral não gosto muito de bufês, porque tenho a impressão de que a comida fica exposta por horas. Mas no Ráscal é bem diferente. Presunto cru, gorgonzola, brie e pães quentinhos, todos de boa qualidade, têm reposição constante e estão sempre frescos e saborosos. Sem falar nas massas. (Cláudia Sabbagk). R. Leopoldo Couto de Magalhães Jr., 831, Itaim Bibi, 3078-3351.

Instituto Biológico

Há alguns anos, uma colega me contou sobre a exposição Planeta Inseto, no Instituto Biológico. Fui conferir e havia uma corrida de baratas. Voltei logo e em todas as edições do evento - que ganhou espaço no Museu do Instituto. Virei fã, principalmente das pernudas de Madagascar, que adoram um carinho. (Fernanda Araujo). R. Amâncio de Carvalho, 546, V. Mariana, 2613-9500.

Rua Áurea

Poucas ruas de São Paulo são capazes de distinguir tanto da cidade na qual estão localizadas e ao mesmo tempo representarem tão bem a variedade dela quanto essa via da Vila Mariana. Bastante arborizada, com muitas casas e repleta de pequenos restaurantes, a Rua Áurea poderia ser o point mais badalado de uma cidade do interior. Uma raridade simpática e nada hostil, como a cidade costuma ser. (Ramon Vitral). R. Áurea, V. Mariana.

The Clock Bar

Tem gente que parece ter nascido na época errada. Se você é assim, no The Clock Rock Bar se sentirá acolhido. A banda da noite toca sucessos a la Elvis e Jerry Lee Lewis, enquanto saias rodadas tomam a pista. E uma aulinha de dança sempre antecede a música ao vivo. (Marina Vaz). R. Turiassú, 806, Perdizes, 3672-0845.

 

Suri

Já começa bem, com a porção de chips, guacamole e molho picante. Elas lhe provocarão sede, acredite. É para pedir uma garrafa de vinho verde bem gelado, que começa refrescando o paladar e termina muito bem com o ceviche de peixe branco, camarão e lula. (Daniel Telles Marques). R. Mateus Grou, 488, Pinheiros, 3034-1763.

 

Teatro São Pedro

 

Inaugurado em 1917, funcionou como cinema até meados dos anos 60. Mas a vocação para espetáculos foi resgatada. Onde mais, além do Municipal, você pode assistir óperas a como Carmen ou Romeu e Julieta (de Gounod)? (Dado Carvalho). R. Barra Funda, 171, Barra Funda, 3667-0499.

 

Padaria Aracaju

 

Padaria não era assunto sério para mim até conhecer a Aracaju. Os pães, que parecem ter sempre acabado de sair do forno, tem fermentações e farinhas variadas. Germânico, rústico, multigrãos... E os simpáticos funcionários se oferecem para escrever no saquinho qual é qual. (Carolina Arantes). R. Maranhão, 760, 3666-8857.

 

Fernanda Yamamoto

 

A loja da estilista Fernanda Yamamoto não é uma só. Cada canto é como um endereço diferente. Há espaços para novos estilistas, e as roupas são dispostas em estruturas de andaimes. Tem até manequins suspensos em cabos. Como o ateliê fica no andar de cima, não é difícil encontrá-la por ali. (Dado Carvalho). R. Aspicuelta, 441, V. Madalena, 3032-7979.

 

 

Surface to Air

 

Sempre gostei das roupas da grife parisiense Surface to Air, que abriu sua loja multimarcas aqui em 2006. Destino certo de modernos bem-vestidos. As ‘tropicalistas’ Neon e Amapô dividem as araras com estilistas novos, como Barbara Casasola (que passou pela Lanvin) e acessórios originais, como os do designer Dthales. (Carolina Arantes). Al. Lorena, 1.985, 3063-4206. 

 

Mesa III

 

Eu gosto de dizer que Ana Soares é a mulher preferida do meu marido. Nenhum prato que eu prepare ilumina o olhar dele como o cappelle de cordeiro e alecrim que ela criou e vende em sua rotisseria. Mas a verdade é que Ana Soares também é a minha mulher preferida. Em dias de preguiça, ela me salva.(Camila Hessel). R. Alves Guimarães, 1.464, Pinheiros, 3868-5501.

 

Bar da Dona Onça

 

Não gosto tanto de ficar dentro do bar, sabendo das mesas ao ar livre: meu lugar preferido para sentar na cidade. Mas não é fácil. Tem que ficar de olho em que está indo embora, ou quem vai ser o próximo a ser convidado a entrar. Por sorte, a maior parte das pessoas prefere comer no salão. (Renan Dissenha Fagundes). Av. Ipiranga, 200, República, 3257-2016.

 

Eskina do Espeto

 

Souza, barman de lá, fez fama pelas caipirinhas, mas seu segredo está numa mistura tão refrescante quanto: o mojito. A hortelã vem mexida, não macerada. O copo é grande o bastante para valer o quanto custa, e o gelo se mantém até o barulho do canudo tentando sorver a última gota do drinque. Esqueça as coxinhas: o bolinho de arroz e calabresa vale a troca. (Daniel Telles Marques). R. Conceição Veloso, 56, V. Mariana, 5572-0254.

 

Galeria do Rock

 

Poucas coisas confortam tanto quanto estar entre os seus. É por isso que de tempos em tempos eu preciso ir à Galeria do Rock. Compro minhas camisetas, tênis, CDs (sim, nós ainda existimos), vinis. Fala-se de bandas, vêm as comparações, discussões que nunca chegam a conclusão nenhuma. Não tem como não amar um lugar desses. (Guilherme Conte). R. 24 de Maio, 62, Centro.

 

Veloso

 

Souza, barman de lá, fez fama pelas caipirinhas, mas seu segredo está numa mistura tão refrescante quanto: o mojito. A hortelã vem mexida, não macerada. O copo é grande o bastante para valer o quanto custa, e o gelo se mantém até o barulho do canudo tentando sorver a última gota do drinque. Esqueça as coxinhas: o bolinho de arroz e calabresa vale a troca. (Daniel Telles Marques). R. Conceição Veloso, 56, V. Mariana, 5572-0254.

 

Kinoplex

 

Quando a sala de cinema fica cheia, você tem que brigar pelo apoio de braço e se defender das batidas das pernas da pessoa de trás. Com 81 cm de largura e braços independentes, as salas VIP Premium do Kinoplex Vila Olímpia são a classe executiva dos cinemas. Deitam bastante, são super confortáveis e ainda tem uma mesinha para a pipoca. (Cláudia Sabbagk). R. das Olimpíadas, 360, V. Olímpia, 3131-2006.

 

Sarah Chofakian

 

A designer Sarah Chofakian não precisa pintar os solados de vermelho para consolidar a identidade da marca. Seus sapatos, ligeiramente retrôs, mas particularmente atemporais, são reconhecíveis a metros de distância. Confortáveis, parecem novos após anos e anos de uso. Por que a unidade da Lorena? É lá, no apertado sobradinho, que modelos de coleções passadas são vendidos com descontos de 30 a 50%. (Carolina Arantes). Al. Lorena 1.616, 3081-3164.

 

Carnaval

 

Na infância, pulava carnaval em Caconde, no ritmo das marchinhas do tempo da minha avó. Aqui, a matinê mais próxima que encontrei foi a da Livraria da Vila. Sob o comando de Paula e Marcelo Zurawski, a festa é feita para as crianças. Começou tímida, e agora é realizada no estacionamento da loja - que quase fecha a rua com tantos piratinhas, princesinhas e heroizinhos. (Fernanda Araujo). R. Fradique Coutinho, 915, V. Madalena, 3814-5811.

 

MIS

 

O Museu da Imagem e do Som é vivo como qualquer museu deveria ser. Preserva e incita a produção de novos conteúdos, com cursos e ações que incentivam a interação entre produtores culturais, artistas e público. (Ramon Vitral). Av. Europa, 158, Jardim Europa. 2117 4777.

 

Sesc Belenzinho

 

Coisa que jamais pensei que fosse possível: sentir vertigem em uma biblioteca. Não foi porque o livro era muito emocionante. É porque em uma das partes do Sesc Belenzinho, com área de convívio, loja, brinquedos para crianças e biblioteca, parte do chão é de vidro, com vista para as piscinas do andar de baixo. A quantidade de atividades disponíveis na unidade é tão grande que é possível passar o dia inteiro lá. Na hora da fome, tem o almoço da Comedoria. (Dado Carvalho). R. Pe. Adelino, 1.000, 2076-9700.

 

Sujinho

 

Definição sumária: comer no Sujinho é um ato de amor. Amor pela carne, pelo prazer de comer, o fervor bíblico dos espetos cruzando o salão de madrugada. Sim, de madrugada: porque há esse espírito de taberna medieval. E o charme teimoso de não aceitar cartões, que dá àquela irresistível saladinha de cebola o delicioso sabor do que é mais difícil. (Guilherme Conte). R. da Consolação, 2.068, Consolação, 3231-1299.

 

 Karaokê do Bueno

 

Crééééééé... faz a porta de madeira escura. O abre-te sésamo é dado por Arita-san, o anfitrião mais doce e divertido da noite paulistana. Ele ensina os novatos a mexer na máquina de música - que só fala japonês -, cuida para que os copos jamais fiquem vazios, corre até a cozinha para preparar omeletes e carne de porco com conserva de acelga e, nos intervalos, canta junto com você. (Camila Hessel). R. Fagundes, 220, Liberdade, s/tel.

 

Livraria da Vila

 

Desde que a Livraria da Vila abriu no Shopping Higienópolis, não preciso ir até o Conjunto Nacional, ou encomendar livros e DVDs. Foi lá que eu achei, por acaso (e com bom preço), uma cópia do livro Savage Beauty, que reúne fotos da exposição dedicada ao estilista Alexander McQueen, depois de amigos passarem meses esperando (e pagando) a entrega da Amazon. A arquitetura da loja é assinada por Isay Weinfeld: as entradas são vãos que se formam a partir de prateleiras recheadas de livros. Dentro, uma grande sala central, circular. Linda. (Carolina Arantes). Av. Higienópolis, 618, 3660-0230. 

 

Mil Frutas

Toda vez que tomo sorvete, a primeira opção é o de framboesa. A Mil Frutas faz um dos melhores que já provei, e tem também o par perfeito para ele: o de nozes e ovos moles. Os sabores se completam na mistura do doce dos ovos, do amarguinho das nozes e do azedinho da framboesa. (Cláudia Sabbagk). Av. Magalhães de Castro, 12.000, Morumbi, 3552-5900.

 

Fiorana

 

É bom ser rápido. Leia o cardápio logo na entrada, pense no que quer almoçar enquanto caminha até o balcão e chegue lá já com o pedido na ponta da língua. O cardápio varia todo dia, mas torça para que na sua ida haja carne recheada ou malfatti. E abuse do pesto, para comer com as torradas. (Daniel Telles Marques). Al. Joaquim Eugênio de Lima, 209, Bela Vista, 3283-0442.

 

Mestre das Batidas

 

Uma das coisas mais sérias que o sujeito tem nessa vida é o seu boteco honesto. Você passará o resto dos seus dias tentando fazer os outros entenderem porque o seu amor recai por aquele bar. O meu é o Mestre das Batidas. Não sei de qual gosto mais: coco ou amendoim. Sempre esqueço o julgamento pelo meio. (Guilherme Conte). R. Leopoldo Couto de Magalhães Jr., 659, Itaim, 3168-7418.

 

Catavento

 

Lá há ótimas atrações para brincar e aprender. Para encarar o passeio todo, porém, atravesso a rua e abasteço a barriga com muitas frutas no Mercado Municipal. Tá bom, confesso: também encaro uma picanha na chapa - mesmo que meu estômago fique pesado feito o novo tigre dente de sabre exposto no Catavento. (Fernanda Araujo). R. D.Pedro II, Centro, 3315-0051.

 

Cine Joia

 

Bonito e com boa visão do palco em qualquer canto. Duas razões para a casa ganhar um lugar de respeito na minha vida - mesmo com o som ainda precisando de ajustes, já prometidos. Mas esses não são os motivos principais. A razão de minha paixão é a programação, cheia de atrações internacionais das melhores, mas que talvez não lotassem grandes (e mais chatos) espaços. Vieram Rapture e Mayer Hawthorne. Estão por vir Atari Teenage Riot, The Vaccines, Mark Lanegan, Nada Surf... Todo mundo vai dançar, pogar ou só balançar a cabeça - e eu estarei lá. (Douglas Vieira). Pça. Carlos Gomes, 82, Liberdade, 3231-3705.

 

Pinacoteca

 

Sou uma pessoa bem objetiva. Mas, na Pinacoteca, o bom mesmo é não ir direto ao ponto. É bom ‘fazer hora’, ver a luz natural clareando os tijolos do pátio interno. Melhor ainda é dispensar os elevadores e se surpreender com obras do acervo espalhadas pelas escadas. (Marina Vaz). Pça. da Luz, 2, Bom Retiro, 3324-1000. 

 

Comix

 

A fachada amarelada antecipa um estabelecimento que reflete as exigências assépticas de seus clientes: com cara de consultório médico, a loja leva o cheiro dos plásticos que conservam as revistas em quadrinhos lá vendidas. É a mais famosa e bem sucedida loja especializada em quadrinhos do Brasil. (RamonVitral). Al. Jaú, 1998, Cerq. César, 3088-9116.

 

Porque sim

 

Sempre fui em karaokês e adoro cantar - ainda que, por vezes, desafine um pouco. Isso não acontece nas salas privativas do Porque Sim. De vários tamanhos, elas têm sofás, uma mesa no meio e uma TV ligada em dois aparelhos de karaokê e dois microfones. Tudo bem no estilo do filme ‘Encontros e Desencontros’. (Cláudia Sabbagk). R. Thomaz Gonzaga, 75, Liberdade, 3277-1557.

 

Santa Luzia

 

Corre uma piada aqui na redação de que ‘se não tem no Santa Luzia, é porque não existe’. E para mim, uma cozinheira incipiente, a piada é lei. Carne de cordeiro moída? Lá tem. Tinta de lula? Também. Tem até goya, um pepino amargo da culinária de Okinawa. Mas isso foi a Janaina Fidalgo, do Paladar, que contou que tem. Eu nem sabia que existia. (Carolina Arantes). Al. Lorena, 1.471, 3897-5000.

 

Aizomê

 

A funcionária que faz as reservas não consegue pronunciar meu nome direito: troca o l pelo r. E ela sempre me recebe na porta do sobradinho que, visto da rua, nem parece um restaurante. Quando a vejo de quimono, quero abraçá-la. Assim como, no fim do menu degustação - após conter a emoção pelo sushi de vieiras e raspar cada traço do suflê de chocolate -, pular o balcão e abraçar o Celso e o Sassaki, que, além de sushimen, são super heróis. (Camila Hessel). Al. Fernão Cardim, 34, Jd. Paulista, 3251-5157.

 

Hai-Kai

Com 7 ou 8 anos decidi aprender japonês. Meus pais não entenderam nada. Expliquei que queria cantar o tema de Ultraman. Hoje só sei falar ‘arigatô’, mas agradeço ao herói pelas descobertas que fiz na Liberdade anos depois. Uma delas é a sensacional loja Hai-Kai, no fundo de uma galeria. E essa nem foi a única. (Marcelo Duarte). R. Galvão Bueno, 17/19, Liberdade, 3207-2701.

 

Madame Aubergine

 

Eu quero morar no Madame Aubergine. Quero o prazer de pendurar a bolsa, lavar as mãos e subir para a cozinha, na qual eu me sente de frente para o chef que prepara pratos deliciosos, enquanto relaxo e me divirto. Mas, como o trabalho é aqui no Limão, não me mudo para lá por conta da distância. Fica meu apelo: que tal abrir uma filial em outro ponto da cidade? (Fernanda Araujo). R. Carla, 25, Itaim Bibi, 3168-7389

 

Maní

 

O prato é novíssimo, mal foi incorporado ao cardápio. Mas vale a pena perguntar, quando você estiver à mesa no Maní: tem moqueca? Na versão proposta pelos chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo, o clássico nacional é composto por peixe (cherne, se tiver) sobre terrine de mandioquinha, finalizado, obviamente, por molho de moqueca - com direito a refil do caldo e tudo mais. R$ 67. (Luiz Américo Camargo). R. Joaquim Antunes, 210, Pinheiros, 3085-4148.

 

CCBB

 

O percurso sugerido para as exposições do Centro Cultural Banco do Brasil costuma ser sempre do 3º andar ao subsolo. Mas eu gosto de fazer o caminho inverso, para estar bem disposta na melhor parte da visita: entrar no antigo cofre. Descendo as escadas que levam às pesadas portas, tenho a dimensão de quanta história guarda aquele edifício. É que, de tão bem conservado, dá até para esquecer que ele foi construído em 1901. (Marina Vaz). R. Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651.

 

Municipal

 

O Teatro Municipal, para mim, é um pedacinho de Paris em São Paulo. Ele é inspirado na Ópera Garnier, com as poltronas e as cortinas do palco vermelhas, um enorme lustre de cristal no teto de pé-direito altíssimo e os arcos de entrada na fachada. (Cláudia Sabbagk). Pça. Ramos de Azevedo, s/n, Centro, 3397-0300.

 

D-Edge

 

Depois da reforma, o clube de Renato Ratier cresceu muito - o que trouxe alguns problemas, mas melhorou também pelo fato de agora poder sair com bebidas no terraço. Se o público está dividido entre três ambientes e a área de fumantes, tudo bem. O problema é quando todos descem para a pista principal. Mas mesmo lotações absurdas não me afastam de lá, por um motivo: a programação. A curadoria é excepcional e traz semanalmente alguns dos artistas mais importantes da cena eletrônica internacional. (Renan Dissenha Fagundes). R. Auro Soares, 141, Barra Funda, 3666-9022.

 

Livraria Calil

 

Livros usados têm em suas páginas as vidas de quem os leu. Que delícia descobrir em meio a um capítulo uma cumplicidade com alguém que, em algum momento, leu aquele mesmo livro. O Centro Velho guarda os melhores sebos da cidade. A Calil, num simpático edifício no calçadão, é um pequeno tesouro. Dá vontade de abraçar as estantes. Um pequeno lugar de sonho. (Guilherme Conte). R. Br. de Itapetininga, 88, Centro, 3255-0716.

 

Casa Búlgara

 

Bureka. O nome é esquisito, mas não se assuste. É uma rosquinha de massa folhada, com recheio de queijo feta. Ou de espinafre. Ou de chocolate, como na Casa Búlgara. Você até encontra a receita por aí. Mas nem os funcionários de Shoshana Baruch sabem como se faz a que é servida ali. De tão famoso, o nome do quitute tem quase tanto destaque quanto o nome da casa na fachada. (Dado Carvalho). R. Silva Pinto, 356, Bom Retiro, 3222-9849.

La Mar

 

Peça um bom chardonnay para compensar o calor, pois a sugestão é de prato quente. Você está em um restaurante com a assinatura de Gastón Acurio e, como esperado, os ceviches são ótimos. Mas, para a refeição, vá no arroz de pato, com fartos pedaços da ave e grãos em um ponto delicioso. (Daniel Telles Marques). R. Tabapuã, 1.410, Itaim Bibi, 3073-1213.

 

Espaço Unibanco

 

Depois que comecei a participar das sessões de cinema para imprensa, de três a quatro vezes por semana, passei a frequentar menos os horários comerciais. Por isso, sinto saudades do Unibanco da Augusta. Aquele do jardim, claro. Onde eu (e todo mundo) sento para ler enquanto o filme não começa. E onde tento adivinhar qual filme cada um ao redor irá ver. A subida da entrada, com cartazes dos filmes futuros, é outra memória querida. (Carolina Arantes). R. Augusta, 1.470, Consolação, 3287-5590.

 

Kinoshita

 

Tudo neste restaurante é assim: “uma explosão de sabor”. Confesso que saí de lá rindo depois de o garçom repetir a expressão por quatro vezes. Mas vamos combinar que ele tinha razão. Principalmente quanto ao atum selado com gema de ovo de codorna. (Fernanda Araujo). R. Jacques Félix, 405, Moema, 3849-6940.

 

B.Luxo

 

Nunca tive saco para brechós. A oferta de roupas masculinas não é tentadora - e é preciso procurar em muito lixo até achar algo. Aí está o atrativo do B.Luxo: a curadoria dos donos, Gil e Paula. É difícil não achar pelo menos uma peça que você queira muito. Os preços são um pouco maiores, mas vale. (Renan Dissenha Fagundes) R. Augusta, 2.393, Jd. Paulista, 3062-6479.

 

Sala São Paulo

 

Chegue cedo para os concertos, pois sempre há algum detalhe a ser descoberto. Seja a loja Clássicos ou um quitute no café montado no meio do corredor. Você nem lembra que lá era uma estação de trem. Até o teto se move para que a acústica seja a melhor possível. (Dado Carvalho). Pça. Júlio Prestes, 16, Campos Elísios, 3367-9500.

 

210 Diner

 

Estou sempre em busca da combinação perfeita de carne, pão e queijo. Numa noite meio parada, acabei no 210, onde provei uma carne com dois centímetros de espessura, no ponto, com gosto de churrasco, e uma fatia de queijo entre pães macios e tostadinhos. Uma delícia. (Cláudia Sabbagk). R. Pará, 210, Higienópolis, 3661-1219.

 

Itaú Cultural

 

Na Paulista, é fácil encontrar restaurantes, lojas, bares, teatros... Difícil é ter onde sentar e só observar toda aquela agitação, sem fazer parte dela. Nos bancos do Itaú Cultural, isso é possível. Você pode relaxar e ver a avenida como se estivesse assistindo a um filme. (Marina Vaz). Av. Paulista, 149, Paraíso, 2168-1777.

 

La Tartine

 

Me sinto muito bem naquela casinha simpática, em que vou tanto para jantar como para beber e conversar com os amigos. E, se tiver cheio, a agradável salinha de espera já vale a noite. E não esqueça de pedir a deliciosa sopa de agrião. (Douglas Vieira). R. Fernando de Albuquerque, 267, Consolação, 3259-2090. 

 

Cine Livraria Cultura

 

Há um predomínio de cinemas voltados aos blockbusters, mas São Paulo também agrada fãs de filmes alternativos. Acostumado a balancear bem o que esses mundos oferecem de melhor, este cinema ainda tem cheiro de antigo. Você sente um odor típico de cinemas do passado - raridade em meio ao glamour artificial das grandes redes. (Ramon Vitral). Av. Paulista, 2.073, Conj. Nacional. 3285-3696

 

Livraria Cultura

 

É quase uma biblioteca. Até melhor. Dá para ler, claro, e também conversar - sem ser fuzilado por alguém. Dá até para ficar um pouco mais isolado. Para isso, levo os livros para perto das estantes de religião - e fico em paz. E não tem relação com o tema. É que pouca gente fica por lá. Depois, é tomar um café e passar no caixa para ficar mais pobre - e feliz. (Douglas Vieira). Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2.073, metrô Consolação, 3170-4033.

 

Quintal do Bráz

 

Pizza muito bem feita, com bons ingredientes, é sempre uma boa. Principalmente se o ambiente é agradável. E isso acontece no jardim dos fundos da Quintal do Bráz, cortado por um caminho de tábuas. Dos dois lados do caminho, árvores com luzinhas ficam entre as mesas protegidas por ombrelones. (Cláudia Sabbagk). R. Gandavo, 447, V. Mariana, 5082-3800.

 

Cinemateca

 

Lembra quando ir ao cinema não envolvia comprar ingresso pela internet, rodar três ou quatro pisos de estacionamento para achar uma vaga e chegar correndo à sala já lotada (de gente que fala durante o filme)? Na Cinemateca, o 'cinema-moleque' está vivo. Você compra o ingresso sem pegar fila, a dez minutos da sessão. E, ao final dela, pode se perder em longas conversas sobre o filme, sentado no jardim. (Camila Hessel). Lgo. Sen. Raul Cardoso, 207, V. Mariana, 3512-6111.

 

Parque Villa-Lobos

 

É o melhor lugar para andar de bicicleta em família. Entre uma pedalada e outra, é possível dar várias paradinhas, para fazer castelo na areia, martelar os sonoros tambores, fazer piquenique e visitar a passarela das árvores. (Fernanda Araujo). Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto de Pinheiros, 3023-0316.

 

Sabiá

S

e não conseguir uma mesa, transforme o problema numa desculpa para encostar no balcão. Par comer em pé, peça o bolinho de carne da casa, homenagem ao feito por Dona Idalina no Bar do Luiz Fernandes. Como as mesas demoram, vá leve nos chopes - ou compense a bebida com uma porção de cabrito à passarinha. (Daniel Telles Marques). Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto de Pinheiros, 3023-0316.

 

Z-Deli Sanduíches 

 

A prova material de que esta é uma cidade carinhosa está ali, no minúsculo salão que se espraia pela calçada, no sorriso de Júlio Raw atrás do balcão, no molho de mostarda que tem a receita da avó dele, nos amigos que entram e saem, na ciabata integral cheinha de steak tartare... (Camila Hessel). R. Haddock Lobo, 1.386, Jd. Paulista, 3083-0021.

 

Estadão

É engraçado ir ao Estadão, saindo do Estadão. O tradicional bar 24h tem esse nome pois ficava perto da antiga sede do jornal. Estamos mais longe agora, mas ele continua lá, servindo sanduíches de pernil no balcão. A melhor opção para comer de madrugada após a balada. Ainda é capaz de encontrar pessoas da mesma festa. (Renan Dissenha Fagundes). Vd. 9 de Julho, 193, Centro, 3257-7121.

 

Shimpachi

 

Por tempos procurei, em meio à quantidade absurda de restaurantes da Liberdade, um para chamar de meu. Encontrei alguns agradáveis. Nenhum, porém, me cativou como este, bem simples, que minha mulher, japonesa que é, me apresentou. Peça o delicioso Teishoku; com vários chawan, cada um com uma delícia diferente. (Douglas Vieira). R. São Joaquim, 482, Liberdade, 3207-3994.

 

Cantareira

 

Tem dias em que tudo o que queremos é sair da cidade. E, se não há tempo para uma viagem, o Parque Estadual da Cantareira pode aplacar essa vontade. As curvas sinuosas dessa ‘estrada’ terão de ser percorridas a pé. E, diante da única alternativa possível - seguir em frente -, você chega à Pedra Grande. E lá, depois da faixa enorme de vegetação, terá uma vista da cidade de longe, como às vezes é bom ter. (Marina Vaz). R. do Horto, 799, Horto Florestal, 2203-3266.

 

New’s

 

Todo apaixonado por hambúrguer tem uma lanchonete do coração. É como amar: há razão, emoção, ficamos cegos ao que outros apontam, enxergamos o que ninguém vê... Eu escolheria a New’s para passar a vida comigo. Aprendi que um cheese-salada pode ser uma das coisas mais felizes do mundo. Obrigado, New’s, por me ensinar a amar as lanchonetes. (Guilherme Conte). R. Joinville, 377, V. Mariana, 3884-2138.

 

Empanadas

 

O bar importou o nome e seu prato principal de nossos vizinhos sul-americanos - e da Argentina trouxeram também a pouca simpatia dos garçons... De qualquer forma, vale. Informal e sem os comuns floreios da região, entrega grandes quantidades de carboidrato, com recheio de queijo, carne, vegetais, doces e afins. (Ramon Vitral). R. Wisard, 489, V. Madalena, 3032-2116.

 

Aska

 

Achava guioza bom até se fosse mais ou menos, assim como pão de queijo. Não mais. Acabou quando fui ao Aska por causa do lámen. E lá chegou na minha mão uma porção de guiozas - cozidos e passados na chapa em seguida. Crocante e macio ao mesmo tempo. Recheio impecável. (Douglas Vieira). R. Galvão Bueno, 466, Liberdade, 3277-9682.

 

Bolado’s

 

Meu amor pelo açaí é quase incondicional. Coisa de terapia. E aqui, muitas outras frutas se transformam em deliciosos cremes. Onde mais é possível experimentar um suco de camu camu? E o de seriguela? Cajamanga? Várias das vitaminas têm nome de praia. (Dado Carvalho). R. Pamplona, 1.501, Jd. Paulista, 3884-9050.

 

Pacaembu

 

Lição para qualquer estádio aspirante em construção ou reforma para a Copa de 2014, aqui no Brasil. É elegante e confortável, e não tem pontos cegos. Sem contar o detalhe do Museu do Futebol, um atestado moderno de paixão em um templo do passado. (Ramon Vitral). Pça. Charles Miller, s/nº, Pacaembu, 3664-4650

Dita Cabrita

 

Talvez seja certa frustração de quem morou boa parte da vida em apartamento. Mas lugares com jardim sempre me conquistam. Por isso, no Dita Cabrita, eu me sinto em casa. Ou pelo menos na casa que eu gostaria de ter. (Marina Vaz). R. Barão do Bananal, 961, Pompeia, 3868-2463.

 

Casa de Francisca

 

Me senti em um cenário de fábula quando li a placa ‘pequeño teatro-restaurante’ e me vi as poltronas de couro gasto. Lá, vi vários shows intimistas. E me comovo, toda vez, com a doçura de um dos sócios, que pede ao público, com as mesmas palavras, que não converse durante o show. (Carolina Arantes). R. José Maria Lisboa, 190, Jd. Paulista, 3052-0547.

 

Ateliê Folie

 

 

Nunca liguei muito para macarons, principalmente porque a maioria deles tem gosto de essência de amêndoas. Porém, mudei de ideia ao provar o docinho no Ateliê Folie, onde ele é preparado com farinha de amêndoas de verdade. Além de deliciosos e de vários sabores, os mini macarons derretem na boca. (Cláudia Sabbagk). R. Cristiano Viana, 295, Pinheiros, 3101-0193.

 

Epice

 

Ninguém bate o menu executivo de R$ 45 do chef Alberto Landgraf. Mas o que me conquistou foram os delicados pãezinhos servidos no couvert (grátis), com azeite e sal. E a gentileza do garçons, que continuam os servindo durante o almoço todo. A água com gás? Também não é paga. (Carolina Arantes). R. Haddock Lobo, 1.002, Cerq. César, 3062-0866.

 

Liberdade

 

Acordar cedo no fim de semana, só se for para ir até a Liberdade. O melhor é fazer compras na Marukai. Para as crianças, biscoitos com ursinhos recheados. Para os adultos, shimeji, shitake, bentôs, furikake e um montão de outras delícias. A fila gigante, no corredor estreito, vai rapidinho. (Fernanda Araujo). R. Galvão Bueno, 34, Liberdade, 3341-3350.

 

Empanada do Seu Zé

 

É difícil beber e comer em São Paulo por menos de R$ 30. Aqui não. As empanadas não passam dos R$ 5 e as cervejas, de R$ 7. E a esquina lotada e o climão de boteco pé sujo são só complemento para o gosto de empanadas, como a de carne e de rúcula com três queijos. (Daniel Telles Marques). R. Simão Alvares, 648, 2597-7000.

 

Casa das Ostras

 

Já contei de quando encostei no balcão da Ki-Peixe e só saí dali oito horas depois, com o Mercadão fechado e um arroz de lagosta (feito pelo Cícero) na barriga. Ainda não existia a Casa das Ostras, bar que ele abriu em frente à peixaria do pai para servir ostras, petiscos e vinhos sem improvisar. (Camila Hessel). R. da Cantareira, 306, Rua A, Box 33, 3313-4824

 

Chi Fu

 

Há duas dicas para aproveitar o máximo desse restaurante: leve amigos, para experimentar mais pratos; e não tenha medo do camarão grande, nem da rã, nem de outras opções menos prosaicas. A conta vem em chinês, mas o valor é sempre tão baixo que nem vale a pena tentar entender. (Renan Dissenha Fagundes). Pça. Carlos Gomes, 168, Liberdade, 3112-1698.

 

CCSP

 

Sempre que penso nesse quase trintão, só me vem uma coisa à mente: é um dos lugares mais legais dessa cidade. Ali vi meu primeiro show de rock, do Ira!, há anos e anos. Vi algumas das melhores peças da minha vida. Passei tardes inteiras do cursinho. Meus primeiros festivais de cinema. E ali sempre paro admirado vendo a molecada dançando break. (Guilherme Conte). R. Vergueiro, 1.000, Liberdade, 3397-4002.

 

Imax

 

Recorri às memórias da primeira vez em que fui ao cinema para escolher um. Lembro de pensar: “É isso?” Crianças são fáceis de impressionar, mas depende do que imaginavam antes. Eu esperava algo mais para um King Kong em proporções reais - mas foi só a Branca de Neve. Em 1989, no primeiro Batman de Tim Burton, me impressionei mais no extinto Cine Espacial, com três telas em posições diferentes. Mas foi só outro Batman, o de Chris Nolan, que me fez sentir o que imaginei ainda criança. No Imax do Espaço Unibanco Pompeia, pensei: “Caramba, o que é isso? Santa tela gigante, Batman!” O cinema ficou grande até para o King Kong. (Douglas Vieira). Bourbon Shopping. R. Turiaçu, 2.100, Pompeia, 3673-3949.

 

Julice

 

O pão de gorgonzola, com miolinho mole e cheio de queijo, faz você querer se abraçar, como aquele cachorro do desenho que comia um biscoito e flutuava. Os outros 19 tipos de pães devem ter potencial para causar o mesmo efeito. Mas nunca vou saber. (Camila Hessel). R. Dep. Lacerda Franco, 536, V. Madalena, 3097-9144.

 

 

 

Astor

 

Se coubesse, eu colocaria o Astor em uma das sondas que os astronautas enviam ao espaço com feitos da civilização humana. Se há vida em outras galáxias, é justo que eles provem os perfeitos old fashioneds, os malvados negronis ou o mais elementar gim tônica. Ou quem sabe almoçar o picadinho, o estrogonofe... Que privilégio é ter esse bar tão pertinho de casa. (Guilherme Conte). R. Delfina, 163, V. Madalena, 3815-1364.

 

Mori Sushi

 

Quando não cabe mais nada na barriga, surgem sobremesas que não lembram em nada a banana caramelada dos bufês japoneses. Das habilidosas mãos dos chefs, saem delícias como o barquinho de casca de abacaxi preparado com frutas, goiabada e cream cheese - que comemos inteirinho no último sábado. (Fernanda Araujo). R. Melo Palheta, 284, Água Branca, 3872-0976.

 

Parque da Juventude

 

A estação Carandiru já foi referência para algo desagradável: a Casa de Detenção. Agora, o presídio não está mais lá e todo dia é dia de visita no Parque da Juventude. Apesar do esqueleto de um pavilhão e uma muralha, mantidos como memorial, a energia é outra, com espaços de sobra para prática esportiva. Aproveite para pegar um livro na Biblioteca de São Paulo. (Dado Carvalho). Av. Cruzeiro do Sul, 2.500, Santana, 2251-2706.

 

Maria Gula

 

Um desafio: vá a uma pizzaria e procure a ‘vegetariana’. Sempre haverá milho e palmito nos ingredientes. Talvez pela lógica (?) de que deve lembrar uma salada. Mas não na Maria Gula, que misturou alho poró, abobrinha, queijo brie e tomate cereja - uma pizza de respeito até pra quem come carne. (Marina Vaz). R. Carlos Weber, 606, V. Leopoldina, 3641-2511.

 

Bichomania

 

Gosto porque é uma fazenda de verdade - e não um espaço para mera exibição dos bichos. Na área de 120 m2, há um simpático lago de carpas, horta orgânica e hidropônica, um espaço só para animais silvestres, almoço de primeira e animais afáveis e bem cuidados. (Fernanda Araujo). Estr. dos Pires, 1.933 (acesso pela Rod. Raposo Tavares, Km 39). Caucaia do Alto, Cotia, 4242-1116.

 

Lions Nightclub

 

Em um prédio dos anos 50, a casa é decorada como um clube de cavalheiros, com animais empalhados e tudo. Separada do salão por uma porta giratória, a pista traz boas atrações internacionais. Mas é a área de fumantes o melhor lugar: um terraço imenso, que dá a volta no prédio e tem vista para a Catedral da Sé e o centro. Dá para ficar a noite inteira lá. (Renan Dissenha Fagundes). Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277, Bela Vista, 3104-7157.

 

Luiz Fernandes

Os bolinhos dão fama, mas é a simpatia dos donos, no balcão de acepipes, e do filho, cuidando do atendimento, que ratificam a vocação de boteco da casa. Não deixe de pedir a Luiz Eduardo, o filho, uma sugestão para aproveitar melhor os bolinhos. E fique à vontade para repetir o brasileirinho e o clássico de carne. (Daniel Telles Marques). R. Augusto Tolle, 610, Santana, 2976-3556.

 

Seu Oswaldo

 

A receita tradicional do Hambúrguer do Seu Oswaldo, com molho de tomate adocicado, no lugar de rodelas do fruto, está mais para especial. A delícia não é grande, mas como a lanchonete não tem fritas nem milk shake, comer mais de um não é nenhum sacrifício. (Cláudia Sabbagk) S. R. Bom Pastor, 1.659, Ipiranga.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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