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'É Proibido Fumar' é eleito melhor filme do Festival de Brasília

Filme de Anna Muylaert foi o grande vencedor com oito Candangos, além do Prêmio da Crítica de Melhor Filme

25 de novembro de 2009 | 2h 38
Luiz Zanin Oricchio, de O Estado de S. Paulo

É Probido Fumar, da diretora paulistana Anna Muylaert, foi o grande vencedor do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Ganhou ao todo nove prêmios; além do de melhor filme, faturou atriz (Gloria Pires), ator (Paulo Miklos), crítica, montagem, trilha sonora, direção de arte, roteiro, atriz coadjuvante. O filme conta a história de uma professora de violão solteirona (Gloria), que vive um complicado caso de amor com seu novo vizinho, o músico Max (Paulo Miklos, dos Titãs). A história começa como comédia rasgada, depois muda de rumo e cria suspense na plateia. Seu desfecho, subversivo do ponto de vista ético, causou alguma polêmica entre os espectadores. O filme tem pré-estreia nesta quinta-feira, às 21h, no Cine Bristol e entra no circuito dia 4 de dezembro.

Cena de 'É Proibido Fumar' - Marcos Camargo/Divulgação
Marcos Camargo/Divulgação
Cena de 'É Proibido Fumar'

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Alguns prêmios importantes ficaram com outros filmes: o Prêmio Especial do Júri e o Júri Popular foram para Filhos de João, do diretor Henrique Dantas, sobre o Grupo Novos Baianos. O músico e cantor Moraes Moreira estava em Brasília e subiu ao palco para receber o prêmio com o elenco. Comemorando, com a bandeira do Bahia (que escapou no descenso na 2ª divisão), puxou o coro com a plateia com um dos seus grandes sucessos, Preta Pretinha. O Cine Brasília veio abaixo.

Quebradeiras ganhou os prêmios de som, fotografia e direção (Evaldo Mocarzel), justo reconhecimento a esse documentário sobre as quebradeiras de coco-babaçu do Maranhão.

O Homem Mau Dorme Bem, de Geraldo Moraes, recebeu apenas o troféu de ator coadjuvante, para Bruno Torres.

Dois concorrentes, Perdão, Mister Fiel e A Falta que me Faz ficaram sem qualquer prêmio do Júri Oficial. No primeiro caso, tomou-se a decisão justa pois esse documentário sobre o assassinato do operário Manoel Fiel Filho no Doi-Codi, em 1976, era de fato o título mais fraco do festival, um equívoco da comissão de seleção.

Já o esquecimento de A Falta que me Faz, de Marília Rocha, foi o grande pecado do júri. Não poderia ter se omitido diante de um documentário tão belo, poético e inovador quanto este. Pena.

O anúncio do prêmio de melhor curta-metragem foi a grande surpresa da noite. Quando todos esperavam que Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho, consagrado depois de já ter recebido inúmeros prêmios fosse também faturar o principal, de melhor filme, anunciou-se o grande vencedor: Ave Maria ou a Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante.

Tirando a omissão com A Falta que Ela Faz, não se pode fazer grande reparo à premiação. Foi um bom resultado, digno de um belo festival. Brasília, que no ano passado fez uma das piores edições de sua história, em 2009 recuperou-se.