Estréia hoje o programa 'Custe o Que Custar'
Estréia hoje, às 22h15, na Bandeirantes, o programa "Custe o que Custar" (CQC), que promete bombardear os entrevistados com aquilo que muita gente quer saber mas nem todo mundo tem coragem de perguntar. Vai sobrar saia-justa para o presidente da República, jogador de futebol, cantor... O programa mistura informação e entretenimento. É a versão brasileira de "Caiga Quien Caiga", criado em 1995 pela produtora argentina Eyeworks-Cuatro Cabezas e exibido pela Telefe. O formato coleciona sete indicações ao International Emmy Awards e chegou a países como Chile, Uruguai, Espanha, Itália, França e Israel. O elenco usa terno preto e óculos escuros em homenagem à musa inspiradora, a mosca - inseto inconveniente que não precisa de convite para entrar.
Os apresentadores Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos ficam na bancada para comentar os principais assuntos do noticiário nacional e internacional com tom crítico e ácido. Os repórteres Danilo Gentili, Rafael Cortez, Oscar Filho e Felipe Andreoli vão às ruas atrás de informações. O formato do CQC lembra aquele adotado pelo "Pânico na TV", da Rede TV!, e remete ao que o "Casseta & Planeta Urgente", da TV Globo, fazia quando estreou no vídeo, em 1992. Os comunicadores/comediantes, contudo, rejeitam comparações.
''O CQC é um jornalístico com humor que faz o balanço da semana. É uma revista semanal que aborda diversos assuntos, que pretende fazer a cobertura bem-humorada de eventos e inaugurações. Quem inventou, não sabe que o Pânico existe. O visual, com o terno, é parecido, mas um programa não tem nada a ver com o outro. A gente vai entrevistar o (governador José) Serra para perguntar sobre política e não para beijar a careca dele. Fazer isso é muito pouco'', diz Bastos.
Tas, assim como o colega, também tem o discurso afinado. ''Eu vejo o CQC como algo original, mas é claro que existe a tentação de colocar o programa em uma das caixinhas já conhecidas, como Pânico, Borat (personagem de Sacha Baron Cohen), (o cineasta) Michael Moore. Mas logo o telespectador vai deixar isso de lado.'' As ''vítimas'' preferidas da trupe são as personalidades. Em cerca de 12 anos de existência, o original argentino cruzou o caminho de gente como o papa Bento XVI, o roqueiro Bono Vox e bateu bola - literalmente, em um estádio - com o craque brasileiro do Barcelona Ronaldinho Gaúcho. O CQC daqui mostra reportagem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um bate-papo com o jogador Robinho gravado em Madri, na estréia. As informações são do Jornal da Tarde.
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