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ESTRÉIA-'U2 3D' mostra show da banda com nova tecnologia

31 de dezembro de 1969 | 21h 00
REUTERS

"U2 3D" não é propriamente um filme,

e sim um show gravado com uma nova tecnologia e exibido nos

cinemas. Por isso, o resultado deve agradar em cheio aos fãs da

banda irlandesa e causar bocejos em quem não vê muitos

atrativos em Bono Vox e sua trupe.

A produção foi feita para ser exibida apenas no formato 3D

e por isso estréia nesta sexta-feira em cidades com salas que

têm essa tecnologia: São Paulo, Rio de Janeiro, Mauá, Bauru e

Florianópolis.

Gravada durante "Vertigo", a turnê da banda na América

Latina em 2006 (inclusive São Paulo), a produção é a primeira a

usar câmeras 3D digitais, que permitem resultados melhores nos

efeitos dos antigos filmes do formato.

Tendo em mente que o filme é uma apresentação musical, a

tecnologia aliada ao som 5.1 surround poderia permitir

vivenciar a experiência de estar na apresentação ao vivo. Mas

não é exatamente isso que acontece.

Por mais que o 3D crie a ilusão de que os músicos estejam a

um palmo do público do cinema, é, no mínimo, frustrante

assistir a um show de rock no qual a única coisa que se pode

fazer é ficar sentado na poltrona observando o público do show

de verdade pular e cantar. Ou seja, os efeitos em 3D são muito

mais interessantes do que o show filmado.

Dirigido por Mark Pellington ("O Suspeito da Rua

Arlington") e Catherine Owens (diretora de videoclipes e

conteúdo visual de diversas turnês do U2), "U2 3D" não registra

momentos de intimidade da banda -- ou seja, não há nada além

dos músicos no palco e o público na platéia dos estádios.

No palco, Bono e companhia cumprem o prometido. Há versões

de músicas mais recentes, como "Love and Peace or Else" e

"Sometimes You Can't Make It On Your Own", e clássicos como

"Sunday Bloody Sunday", "New Year's Day" e "Pride" -- todas

muito bem produzidas e apresentadas com vigor.

"U2 3D" vale pela experiência com a nova tecnologia que é

muito bem aproveitada pelos diretores -- em especial no final

do show, quando o efeito é explorado com um colorido hipnótico.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)



Tópicos: FILME, ESTREIA, UTWO