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Exposição na Terra Santa faz harmonia religiosa rara

21 de dezembro de 2007 | 12h 16
YEHUDA GRUBER - REUTERS

Em uma rara manifestação de harmonia

religiosa na Terra Santa, um museu de Jerusalém está expondo os

símbolos compartilhados pelo judaísmo, o cristianismo e o islã.

Enquanto as três religiões monoteístas comemoram o Hanukah,

o Natal e o Eid al Adha, o Museu Terras Bíblicas, em Jerusalém,

abriu uma exposição para destacar o quanto elas têm em comum. É

uma lição importante a ser aprendida numa região dilacerada por

conflitos religiosos, disse o museu.

"É importante recordar que nossas origens são mútuas",

disse Filip Vukosavovic, curador assistente da exposição "Três

Faces do Monoteísmo". "Foi apenas recentemente que começamos a

separar tudo, lamentavelmente."

A mostra inclui pedras da antiguidade gravadas com

crucifixos, estrelas e a imagem classicamente judaica da menorá

--um candelabro de nove velas que simboliza a luz e a esperança

--, além de jóias e objetos dos séculos 3 ao 13 utilizados em

rituais.

Os curadores do museu afirmam que alguns símbolos

associados a uma religião específica às vezes já foram usados

por outras religiões, já que as três compartilham uma origem

comum.

Por exemplo, dizem, os menorás, que os judeus acendem

durante os rituais do Hanukah, apareciam gravados nas paredes

de algumas catacumbas cristãs em Roma e impressos nas moedas

usadas por uma dinastia islâmica do século 7. Imagens da pomba,

associada pelos cristãos ao Espírito Santo, foram encontradas

em túmulos de judeus.

O museu disse que a estrela é usada em muitas culturas como

símbolo de "ordem cósmica ou luz celestial". E, enquanto uma

estrela de seis pontas aparece na bandeira de Israel e é

conhecida pelos judeus como Estrela de Davi, estrelas de cinco

e de seis pontas já foram usadas como símbolos muçulmanos.

A Terra Santa, e especialmente a Cidade Velha de Jerusalém,

é reverenciada por judeus, cristãos e muçulmanos, e a tensão em

torno dos locais santos é uma das questões mais delicadas que

está ao cerne do conflito israelo-palestino que se arrasta há

décadas.

O Museu Terras Bíblicas procura destacar a herança comum de

judeus e árabes, chamando a atenção para a história bíblica.



Tópicos: ARTE, JERUSALEM, MUSEU