Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Cultura
Início do conteúdo

Hirsch retorna no terror sci-fi 'A Hora da Escuridão'

Diretor de 'Natureza Selvagem' aposta no realismo em novo filme

12 de janeiro de 2012 | 12h 55
REUTERS

Emile Hirsch (de Natureza Selvagem) está de volta às telas, depois de passar dois anos em ações altruístas na África, em a A Hora da Escuridão, uma ficção científica voltada ao terror, em que alienígenas invadem a Terra.

No filme, chuva de objetos luminosos invade Moscou - Divulgação
Divulgação
No filme, chuva de objetos luminosos invade Moscou

Não haveria nada fora do convencional senão fosse a mão do cineasta Timur Bekmambetov (do surpreendente Guardiões da Noite), que apesar de assinar apenas como produtor, fez deste filme mais uma de suas obras. A Hora da Escuridão circula em cópias convencionais e 3D, dubladas e legendadas.

Chris Gorak, o diretor de fato, seguiu apenas a receita passada por Bekmambetov em sua brutal e desconcertante aposta no realismo. Pode ser uma história fantasiosa, mas, na tela, não há escapatória para os protagonistas, que não são poupados dos infortúnios que a situação exige.

Tudo começa quando, em Moscou, uma chuva de objetos luminosos invade a cidade. Sean (Hirsch), Natalie (Olivia Thirlby), Ben (Max Minghella) e Anne (Rachael Taylor), assistem a novidade, ao lado da população atônita. Não demora muito para perceberem que, ao serem tocadas, essas esferas pulverizam os humanos.


Diferentemente de filmes similares, como O Dia da Independência (1996), a sorte dos personagens não está garantida e Bekmambetov quer mesmo que eles sofram. Escondidos e sem saber como voltar para casa, nos EUA, eles partem praticamente para uma missão suicida de regresso.

Ao ver o desfecho, no entanto, não há como negar que o cineasta nascido no Cazaquistão tenha incorporado algumas ideias hollywoodianas, como a de que o amor sempre triunfa. Mas, nas entrelinhas, Bekmambetov insinua que a sociedade está fadada ao fracasso, apesar da esperança adicionada ao final do filme.  (Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)