Ingleses do Coldplay fazem carnaval de imagens na Apoteose
Em hits como 'Clocks', 'In My Place' e outros, coro de toda a plateia empolgou o vocalista Chris Martin
Praça da Apoteose lota no show que teve coro de cerca de 34 mil pessoas. Foto: Fábio Motta/AE
RIO - Uma semana depois dos últimos desfiles das escolas de samba, um novo show de imagens e música tomou a Praça da Apoteose na noite de ontem, no Rio. No lugar de passistas e ritmistas, os ingleses do Coldplay fizeram seu carnaval debaixo de chuva, em 1h40 e com uma animação digna de campeões.
Cerca de 34 mil pessoas lotaram a Apoteose, e cantaram junto com o Coldplay sucessos recentes, como Viva La Vida, Violet Hill e Strawberry Swing, e de seus quatro discos anteriores. Em hits como Clocks, In My Place, Yellow, The Scientist, Glass of Water, Shiver e Fix You, arquibancadas e pista fizeram um bonito coro, que empolgou tanto o vocalista, Chris Martin, que ele chegou a deitar no palco para melhor sentir a vibração carioca.
Bem humorado desde que chegou ao Rio - deu autógrafos e tirou fotos ao chegar ao hotel Fasano, em Ipanema, o mesmo de Madonna, Beyoncé e Alicia Keys -, o líder do Coldplay falou frases em português (por várias vezes perguntou: "Tá tudo bem?") e, entre uma incursão e outra em seu piano, enrolou uma bandeira brasileira que ganhou da plateia no pedestal do microfone.
Logo no início do show (que atrasou meia hora), fez piada, atiçando a rivalidade Rio X São Paulo: "Eu quero que vocês façam o maior barulho que fizeram desde o carnaval, pra que ouçam em São Paulo e saibam que vocês são uma plateia melhor".
O público atendeu ao chamado e mostrou que estava saudoso de suas baladas. Eles haviam feito um único show na cidade, em 2003 - uma época em que o grupo já era o queridinho do chamado britpop, mas em que Martin dizia nas entrevistas que não fazia "parte do mainstream", e ainda se espantava ao perceber que sua música chegara aos trópicos, de forma relativamente rápida, e com força total.
Foi o maior público do grupo, formado por alunos da Universidade de Londres no fim dos anos 90, no Brasil (em 2003, durante a turnê de A Rush of Blood to the Head, os palcos foram no Via Funchal, e, no Rio, no Jockey Club; em 2007, quando tocaram só em São Paulo, foram shows menores).
Amanhã, o coro será bem maior: para o Morumbi, foram disponibilizados 68 mil ingressos. Ainda é possível comprar, e os preços, por conta das dimensões do estádio, são mais em conta do que os cobrados dos cariocas: R$ 160 (arquibancada laranja), R$ 180 (arquibancada vermelha), R$ 250 (pista e cadeira inferior), R$ 300 (cadeira superior).
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