Médico de Michael Jackson é condenado a quatro anos de prisão
Conrad Murray pegou a pena máxima pelo homicídio culposo do astro pop
SÃO PAULO - O juiz Michael E. Pastor, que conduziu durante dois meses o julgamento de Conrad Murray, decretou nesta terça-feira a sentença máxima de quatro anos ao médico, condenado pelo homicídio culposo de Michael Jackson.
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Pastor reforçou a "negligência criminosa" de Murray durante o período em que foi responsável pelos cuidados do astro pop. O juiz afirmou que as circunstâncias que resultaram na morte de Jackson podem ser atribuídas diretamente a decisões tomadas pelo médico.
Ao proclamar o veredicto do júri no dia 7 de novembro, Pastor decretou a prisão imediata do médico até a data de hoje, afirmando que Murray é uma ameaça pública, o que voltou a declarar nesta tarde.
Abatido, Murray ouviu a sentença da mesma maneira como ouviu a decisão do júri, sem apresentar reações dramáticas e negando o direito de se manifestar perante a corte.
O advogado da família Jackson, Brian Panish, leu na corte um comunicado assinado pelos parentes do cantor que pedia "uma sentença que lembrasse médicos ao redor do país da importância do juramento de Hipócrates". A nota também afirma que os Jackson não estão "atrás de vingança, pois nada pode trazer Michael de volta".
Com a mesma agressividade eloquente que marcou seu trabalho enquanto chefe da acusação do caso, o promotor David Walgren relembrou em uma fala de quase uma hora de duração os erros, mentiras e imprudências de Murray. Ao final, o promotor pediu que a pena máxima de quatro anos em um presídio estadual fosse concedida.
A defesa de Murray, representada por Ed Chernoff, chamou a atenção para a vida de virtudes e superação conduzida pelo médico até abril de 2009, quando foi contratado pelo artista.
Murray foi o médico pessoal de Jackson enquanto ele se preparava para uma série de concertos na turnê de despedida This Is It, e negou o homicídio involuntário durante todo o julgamento.
Jackson foi encontrado sem vida em sua mansão em Los Angeles em 25 de junho de 2009, aos 50 anos. Foi constatado que ele morreu de uma overdose de propofol, potente substância anestésica normalmente usada em cirurgias.
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