MoMA rende tributo aos 10 anos de Cinema Tropical
O ciclo apresentará filmes de alguns dos cineastas contemporâneos mais inovadores da América Latina
Nova York, 4 mai (EFE).- O Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York lançará um tributo a partir desta quarta-feira até 16 de maio, à organização Cinema Tropical que durante 10 anos apresentou o melhor do cinema latino-americano na 'Big Apple'.
O projeto homenageará o trabalho da organização sem fins lucrativos, fundada em 2001 pelo mexicano Carlos Gutiérrez e pela colombiana Mónika Wagenberg - agora diretora artística do Festival Internacional de Cinema de Cartagena (Ficci) -, com um ciclo de cinema que incluirá múltiplas projeções na sede do museu nova-iorquino.
"Estamos muito emocionados. É um grande orgulho que o MoMA faça um tributo sobre nós", disse à Agência Efe Gutiérrez, que assegurou que o "árduo trabalho de uma década valeu à pena".
Nesse sentido, o mexicano explicou que "os 10 anos de trabalho foram muito difíceis, mas também resultaram em grandes conquistas. Valeu à pena. Nunca imaginamos que fosse ter tanta visibilidade".
Segundo a programação do MoMA, o ciclo de cinema de 11 filmes apresentará o trabalho de alguns dos cineastas contemporâneos mais consolidados e inovadores da América Latina que o Cinema Tropical levou ao conhecimento do público americano ao longo da última década.
O programa de cinema deste museu começará com o filme argentino Histórias extraordinárias (2008) de Mariano Llinás, e o chileno Turistas (2009), escrito e dirigido por Alicia Scherson, que serão seguidos pelo mexicano Trópico de Câncer (2004), de Eugenio Polgovsky e os também argentinos Copacabana (2007), de Martín Rejtman e a estreia nos Estados Unidos de Treino elementar para atores, escrito e dirigido também por Martín Rejtman, junto a Federico Leão.
A agenda inclui o longa mexicano Toro Negro (2005), dirigido por Pedro González-Rubio e Carlos Armella, e o uruguaio 25 Watts (2001), escrito e dirigido por Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella.
Também se apresentarão o documentário brasileiro Santiago (2006), dirigido por João Moreira Salles, os longas-metragens Una semana solos, o segundo da diretora argentina Celina Murga, e El Vuelco del Cangrejo, (2009) escrita e dirigida por Oscar Ruiz Navia. O toque final ficará por conta do brasileiro O Céu de Suely (2006), escrito e dirigido por Karim Ainouz. EFE
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