Os 30 anos da morte de Elvis. Ou não?
Coletâneas em CD e filmes em DVD lembram o cantor, que alguns acreditam estar vivo na Argentina
Há quem ainda duvide, mas nesta quinta-feira, 16, se completam 30 anos da morte do "rei do rock" Elvis Presley (1935-1977). E daí? A história, todo mundo que se interessa já conhece: a revolução sonora e comportamental, o envolvimento com drogas, a desilusão com a vida, o paladar de gosto duvidoso (bem como os figurinos), a despedida prematura. A voz e as canções continuam fazendo novos fãs e consolando os antigos por todo o mundo. Os negócios vão bem, como sempre. Um seguidor americano do cantor até comprou uma casa de veraneio que Elvis tinha em Palm Springs, Califórnia, e planeja transformá-la em atração turística, para competir com a famosa mansão Graceland, situada em Memphis, Tennessee.
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Biografia: vida só fazia sentido cantando
A combalida indústria fonográfica nem tem mais o que explorar em mais uma efeméride. Afinal, mesmo que ainda houvesse o que extrair das cinzas do mito, se fosse bom já não estaria mais enterrado. As últimas investidas certeiras foram dois bons remixes de canções obscuras. A Little Less Conversation, turbinada pelo DJ Junkie XL, chegou ao topo das paradas de singles e caiu muito bem nas pistas em 2002. No ano seguinte, Rubberneckin’, foi revigorada por Paul Oakenfold e também teve boa repercussão.
No mais, são coletâneas e coletâneas, como Elvis The King, que a Sony/BMG lança esta semana no Brasil. Só que a versão nacional, com míseras e óbvias 14 canções que fizeram sucesso por aqui, é bem inferior à que foi lançada no exterior, em CD duplo com 52 faixas. Outro que também chega às lojas brasileiras é o registro de um show de 1972 em Las Vegas.
Vários filmes estrelados pelo ídolo roqueiro estão disponíveis em DVD, como a caixa que reúne as aventuras Garotas!, Garotas!, Garotas!, O Seresteiro de Acapulco, Meu Tesouro É Você e No Paraíso do Havaí. Elvis É Assim também volta em "edição especial" em DVD duplo. Outro box, Coleção Hollywood, reúne outros dois musicais (O Prisioneiro do Rock, Viva um Pouquinho, Ame um Pouquinho) e a cinebiografia Elvis - O Ídolo Imortal (de 1981).
Em mais uma biografia, Elvis: Coração Solitário (sem previsão de sair no Brasil), o autor Javier Márquez afirma: "O mito de Elvis tinha matado a pessoa antes de seu próprio falecimento." Especulações mirabolantes sobre a permanência do cantor entre os vivos ainda se propagam mundo afora, tanto quanto a infinidade de imitadores patéticos. Recentemente a versão latino-americana da revista Rolling Stone publicou uma reportagem sobre mais uma dessas teorias conspiratórias. Testemunha de atividades ilegais de certas celebridades americanas (incluindo o então presidente Richard Nixon), Elvis teria sido morto "oficialmente" para ter a vida salva, e enviado com pseudônimo pelo FBI para Buenos Aires, Argentina, onde vive até hoje aos 72 anos. Ah, fala sério!!!
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