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Personagem de Baron Cohen reclama de ser banido do Oscar

Organizadores da cerimônia proibiram ditador fictício de aparecer no tapete vermelho da premiação

24 de fevereiro de 2012 | 20h 56
Reuters

LOS ANGELES - O comediante Sacha Baron Cohen encarnou na sexta-feira o seu personagem Almirante Aladim para manifestar sua indignação com os organizadores do Oscar, que proibiram que esse ditador fictício apareça no tapete vermelho da cerimônia, no domingo.

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Ator surgiu em um vídeo vestido como o governante da 'República de Wadiya' - Reprodução
Reprodução
Ator surgiu em um vídeo vestido como o governante da 'República de Wadiya'

Cohen, que é judeu, chamou de "sionistas" os organizadores da cerimônia por causa da decisão. O veto vale só para o personagem, não para o seu intérprete.

Num vídeo divulgado pela internet, o condecoradíssimo almirante aparece sentado em uma cadeira dourada, cercado por guardas e por retratos dele mesmo.

"Embora eu aplauda a Academia (de Artes e Ciências Cinematográficas) por retirar meu direito à livre expressão, alerto a vocês que, se não suspenderem suas sanções e devolverem meus ingressos até as 12h de domingo, vocês enfrentarão consequências inimagináveis", berra o almirante, brandindo um dedo para a câmera.

O Ditador, novo filme de Baron Cohen (de Borat) sobre o sanguinário governante de um país fictício do Oriente Médio, será lançado em maio. Nesta semana, a imprensa noticiou que Cohen pretendia ir ao Oscar vestido de Aladim, mas foi proibido.

Um porta-voz da Academia disse à publicação Hollyood Reporter que essa decisão foi tomada porque os organizadores consideraram inadequada essa ação de divulgação do filme.