O ano de 2011 começou com o embate entre O Discurso do Rei e A Rede Social no Oscar. A trama britânica sobre o rei gago saiu-se melhor e faturou quatro prêmios, incluindo filme do ano.
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'O Palhaço', segundo longa de Selton Mello, foi visto por mais de1 milhão de espectadores
Se Woody Allen voltou a conquistar crítica e público com o belo Meia-Noite em Paris, o dinamarquês Lars Von Trier polemizou com piadas sobre o nazismo na coletiva de Melancolia no Festival de Cannes e dividiu opiniões sobre o longa. O mesmo festival, aliás, consagrou A Árvore da Vida, quinto filme de Terrence Malick em 38 anos.
As continuações de blockbusters continuaram rendendo dividendos aos estúdios e duas delas estiveram entre os filmes mais aguardados do ano: Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 e Piratas do Caribe 4.
Pedro Almodóvar retornou sua dobradinha de sucesso com Antonio Banderas - seu muso nos anos 1980 - no elogiado A Pele que Habito e sobrou espaço até para uma produção nacional. O Palhaço, segundo longa de Selton Mello, levou mais de um milhão de pessoas aos cinemas e teve o aval da crítica. Veja a seguir os destaques do ano:
Melancolia, de Lars Von Trier
Melancolia foi um dos destaques de 2011. O dinamarquês abusa de metáforas, cenas fortes e uma trilha sonora impactante para colocar em pauta temas como a família e o casamento no mundo contemporâneo. O diretor aborda diferentes assuntos de maneira bastante intensa. "Se a vida vai acabar, nada do que fizermos, de heroico nem de mesquinho, vai importar", disse o cineasta em entrevista ao Estado em agosto.
O longa conta com belíssimas atuações de Charlotte Gainsbourg e Kirsten Dunst. Kirsten, que interpreta a publicitária Justine, levou o prêmio de melhor atriz no Cannes deste ano. Apesar do filme, Lars Von Trier foi alvo de duras críticas na França. O diretor acabou expulso pela organização do festival após suas declarações nada simpáticas referentes ao nazismo. Sem medir as palavras, revelou que entendia Adolf Hitler e até simpatizava com ele. Foi forçado a pedir desculpas. Não adiantou.