Rock In Rio teve 3 mil atendimentos médicos; saiba como se prevenir
'Agir com moderação e cuidar antes, durante e depois da própria saúde' é principal dica
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SÃO PAULO - A empresa responsável pelo atendimento médico no Rock In Rio divulgou os dados dos primeiros dias do festival: foram 3.373 pessoas atendidas nos postos localizados dentro da Cidade do Rock. De acordo com a equipe médica, as principais ocorrências foram atendimentos ortopédicos (30%) - que podem ser evitados com uso de sapatos confortáveis e se tomados cuidados na hora de pular para curtir os shows.
Outra boa parte dos casos registrados foram dores-de-cabeça e mal estar (28%). As demais ocorrências (42%) foram em decorrência de problemas como escoriações e alergias.
Segundo o coordenador médico do Rock In Rio, Dr. João Pantoja, a principal causa desses males são os excessos no consumo de bebidas alcoólicas e faltas de cuidados, como pouca ingestão de comidas e bebidas durante o festival. "Certamente, isto não é uma regra. Mas quando o indivíduo age com moderação, a probabilidade de ele necessitar de atendimento médico é menor", afirma.
A principal dica para evitar parar no ambulatório é "agir com moderação e cuidar antes, durante e depois da própria saúde". Atenção com a pele, para evitar insolações, o uso de roupas leves no calor e de proteção contra o frio e a chuva e alongar o corpo para prevenir problemas musculares também são itens citados pela equipe médica.
Além dos casos sem maior gravidade, houve 24 remoções, que é quando o paciente atendido deve ser encaminhado para um hospital. Entre eles, um caso de AVC (Acidente Vascular Cerebral), um de AVE (Acidente Vascular Esquêmico) e uma parada respiratória. De acordo com o Dr. João Pantoja, a estrutura montada na Cidade do Rock está preparada para dar suporte nesses casos. "O paciente para casos graves é este, agir com rapidez e encaminhar para os hospitais de referência".
Para a equipe médica, o número de atendimentos até o momento no Rock In Rio é considerado normal: a expectativa era de atender a 1% do público presente. "Estamos levemente acima disso, mas a estrutura montada suporta esse número".
Além dos postos médicos montados próximos aos palcos - um a cada lado do Palco Mundo, um próximo à tenda VIP, um próximo à tenda de música eletrônica, um próximo à Roda Gigante e um Centro Médico próximo ao palco Sunset - equipes do Corpo de Bombeiros e de segurança ajudam a entender que estiver passando mal. "Não houve nenhum caso que necessitasse de atendimento que tenha passado despercebido por nós".
O atendimento no Rock In Rio é gratuito e não é necessário passar por nenhum tipo de cadastro. A organização, no entanto, dispõe de um serviço de banco de dados online, que pode ser preenchido de casa pelo próprio público com informações como tipo sanguíneo e alergias no checkinsaude.com.br.
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