Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias >
Início do conteúdo

Ser agressiva no trabalho pode prejudicar a mulher,mostra estudo

03 de agosto de 2007 | 14h 02
CLAUDIA PARSONS - REUTERS

Se um homem age com agressividade no

trabalho, ele é admirado, mas, se uma mulher demonstra

irritação no emprego, é vista como "descontrolada" e

incompetente, mostrou um estudo apresentado na sexta-feira.

As conclusões do trabalho podem ter implicações para

Hillary Clinton em sua campanha à Presidência dos Estados

Unidos, afirmou a autora da pesquisa, Victoria Brescoll,

pós-doutoranda da Universidade de Yale.

A pesquisa, chamada "Por que mulheres bravas não

progridem?", lembrou que Hillary foi descrita no ano passado

por um republicano importante como "brava demais para ser

eleita presidente."

Estudos anteriores tinham indicado que a irritação pode ser

uma forma de um indivíduo passar a mensagem de que se sente

capaz de dominar os outros. Mas, em sua pesquisa, Brescoll

disse que esses estudos concentraram-se só nos homens.

"Como sugere a experiência da senadora Clinton, porém, para

uma profissional a manifestação de raiva pode levar a um

demérito, em vez de a um progresso", escreveu Brescoll.

Ela conduziu três testes em que homens e mulheres

selecionados aleatoriamente assistiram a vídeos de uma

entrevista de emprego, dando nota aos candidatos e

estabelecendo um salário para eles.

No primeiro teste, os roteiros eram idênticos, exceto no

ponto em que o candidato dizia estar bravo ou triste por causa

da perda de uma conta, porque um colega tinha chegado atrasado

na reunião.

Os participantes deram a maior nota ao homem que disse

estar bravo e a segunda maior para a mulher que disse estar

triste. A mulher que disse estar irritada obteve, de longe, a

pior nota.

A média do salário estabelecido para o homem irritado foi

de quase 38 mil dólares, e de 23,5 mil dólares para a mulher

que se disse brava.

No segundo teste, o roteiro era igual, mas o candidato

também descreveu sua ocupação atual: trainee ou

executivo-chefe.

"Os participantes consideraram a chefe mulher brava a menos

competente de todos, até que a trainee brava", escreveu

Brescoll.

Na terceira experiência, verificou-se se o motivo para a

raiva fazia diferença. O roteiro foi mudado de forma que alguns

candidatos irritados explicaram que o colega que chegara

atrasado tinha mentido antes, dizendo que tinha as informações

sobre a reunião.

Com isso, a mulher brava que tinha um bom motivo para estar

brava obteve dos voluntários um salário bem maior que a que não

tinha uma boa explicação, mas o valor ainda foi menor que o dos

homens.

O estudo, que será apresentado na reunião anual da Academia

de Administração, um centro de estudos com quase 17 mil

membros, encontrou atitudes semelhantes entre os voluntários

homens e mulheres. "Não é consciente", disse Brescoll. "As

pessoas quase não se dão conta."

Para Brescoll, a conclusão revela um "paradoxo difícil"

para as profissionais. Embora a raiva possa ser um instrumento

útil para obter status no trabalho, as mulheres podem ter de

agir com calma para ser consideradas racionais.




Siga o @estadao no Twitter

Alta dos alimentos limitou crescimento do varejo em 2011

  • Alta dos alimentos limitou crescimento do varejo em 2011
  • Corpo de Whitney chega em Newark
  • Olimpíada causa especulação imobiliária em Londres
Classificados de Imóveis
Carros | Empregos | Mix