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Alckmin quer barco turístico no Tietê

Para governador, é possível ter passeios como os do Rio Sena, em Paris, em até três anos; só faltam tratamento da água e fim de cheiro ruim

18 de setembro de 2012 | 22h 30
Camila Brunelli - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Em três anos, o Rio Tietê terá passeios de bateau mouche como os do Rio Sena, de Paris, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Nesta terça-feira, 18, durante a apresentação de uma das 564 obras em andamento da terceira fase do Projeto Tietê, Alckmin disse que, com a conclusão dessa etapa de despoluição, prevista para 2015, as águas do Tietê estarão sem odor e já terão alguma vida aquática. Por isso, seria possível, segundo ele, que o curso das águas se tornasse um novo ponto turístico da cidade.

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Alckmin visitou obra da tubulação que levará esgoto de 80 mil imóveis - Divulgação
Divulgação
Alckmin visitou obra da tubulação que levará esgoto de 80 mil imóveis

"Navegação já tem. Você pode pegar um barco e ir da barragem da Penha até Santana de Parnaíba (na Grande São Paulo) em razão da eclusa no Cebolão. O problema é tirar o odor, é tratar esgoto", disse Alckmin. "Hoje, o odor é muito forte. Em 2015, já estaremos sem odor e, aí, a gente pode ter um bateau mouche, pode ter turismo, pode ter barco, e em poucos anos. O rio não estará oxigenado, mas já estará sem odor. Um bateau mouche no bom sentido, claro", disse o governador, referindo-se ao acidente do dia 31 de dezembro de 1988, quando a superlotação e falhas na estrutura de uma embarcação causaram o naufrágio, minutos antes do Réveillon, na entrada da Baía de Guanabara, no Rio. Dos 153 passageiros, 55 morreram.

Segundo Alckmin, seria possível navegar o Tietê entre as Barragens de Pirapora do Bom Jesus e da Penha. Nesse ponto, deve ser construída uma nova eclusa, informou o governador. O projeto executivo está na Assembleia Legislativa.

Coleta. O Projeto Tietê, iniciado em 1992, entrou em sua penúltima fase em 2009. A intenção é que ao fim dessa etapa a coleta de esgoto na Região Metropolitana de São Paulo suba de 84% para 87% e o tratamento, de 70% para 84%. A capital, segundo Alckmin, atingiria o índice de 94% de coleta de resíduos.

Alckmin anunciou na manhã desta terça-feira, 18, a construção de uma tubulação de 2,2 quilômetros para evitar que o esgoto dos coletores cheguem até o Rio Pinheiros. Trata-se de um interceptor - um tubo de 1,5 metro de diâmetro -, no qual todos os coletores de esgoto de ligações de 80 mil residências dos bairros de Vila Andrade, Panamby e Real Parque vão desembocar.

Desse interceptor, uma ligação de 203 metros de extensão deverá passar por baixo do Rio Pinheiros. Ao chegar à tubulação do outro lado da margem, o esgoto será bombeado para percorrer mais 23 km, até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Barueri, na Grande São Paulo, que terá a capacidade dobrada.

O custo da obra é de R$ 17,8 milhões. O valor de todas as 564 obras da terceira fase que já estão em andamento - 45% do total da etapa - é de US$ 1,8 bilhão. O restante das obras da terceira fase do projeto ainda está em fase de licitação ou elaboração de projeto.

Regular. O governador lembrou também que lançou um programa para contemplar famílias com renda abaixo de três salários mínimos. "Muitas vezes, nós investimos bilhões em rede de esgoto, estações elevatórias, emissários e a pessoa não faz a ligação porque não tem R$ 1.700 para a obra, pedreiro, material etc." Por meio do projeto Se Liga na Rede, o valor será custeado 80% pelo governo do Estado e 20% pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).





Tópicos: Rio Tietê, Alckmin

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