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Após suspeita de bomba, avião da American Airlines faz pouso em Manaus

O piloto do voo 904 da American Airlines, que saiu do Rio de Janeiro com destino a Miami, na noite de domingo, acionou o código de sequestro por 17 segundos

03 de fevereiro de 2014 | 17h 47
Ana Tereza Freitas e Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

Atualizada às 23h37

Avião fez pouso de emergência no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes  - Infraero/Divulgação
Infraero/Divulgação
Avião fez pouso de emergência no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes

O voo 904 da empresa American Airlines, que fazia a rota Rio de Janeiro-Miami, fez um pouso de emergência na madrugada desta segunda-feira, no aeroporto internacional Eduardo Gomes, em Manaus, e teve um atraso de 2h30 horas para vistoria de suspeita de bomba e de sequestro do avião.

Na aeronave, haviam 127 passageiros, durante a viagem o Sistema de Controle do Tráfego Aéreo, comandado pela Aeronáutica, identificou no radar de voo o código de interferência ilícita, o que resultou no pouso de emergência na capital amazonense.

O piloto do voo acionou o código de sequestro por 17 segundos, às 22h40, depois de passar pelas proximidades de Brasília, e por causa disso foi obrigado a pousar em Manaus, depois de ser escoltado por caças F-5 da Força Aérea Brasileira. O comandante da aeronave não explicou os motivos do acionamento do código 7500 de interferência ilícita e a Aeronáutica e as autoridades federais constataram quando o avião pousou às 2h04 e não havia nenhum problema no avião.

Uma investigação foi aberta pela Força Aérea para averiguar o que houve e o piloto poderá ser multado por ter descumprido regras internacionais de procedimento. Segundo informações obtidas pelo Estado, o piloto tentou justificar que não acionou o código 7500 de sequestro. Mas isso poderá ser provado facilmente pelas gravações do voo na caixa preta do avião e as do controle do tráfego aéreo.

O episódio, ocorrido às vésperas da Copa do Mundo, onde a questão de segurança tem sido considerado ponto crucial, acabou servindo de treinamento para todos os órgãos federais de segurança, com acionamento do gabinete de crise, cujo sucesso da presteza da operação foi comemorado pela FAB e Polícia Federal já que tudo teria funcionado a tempo e a contento. A companhia aérea norte-americana questionou o controle do tráfego aéreo sobre a mudança de rota do avião e foi informada do acionamento indevido do código de sequestro.

O acionamento do número 7500 provocou um estresse na FAB porque apesar de o código de sequestro ter ficado na tela do controle do tráfego aéreo por apenas 17 segundos, não se sabia exatamente o que estava acontecendo a bordo. O avião, que estava sendo monitorado pelo controle do tráfego aéreo de Brasília, passou imediatamente para a subordinação da Defesa Aérea, sendo tratado como prioridade e situação de perigo. Nestes casos, as autoridades aeronáuticas são acionadas e todos os procedimentos de alerta passam a funcionar já que havia risco de haver um sequestro. No Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, estes dois setores são integrados e se comunicam todo o tempo e as providências conjuntas são imediatas.

De acordo com informações obtidas pelo Estado, este tipo de acionamento, que é raro, pode ocorrer por erro ou inadvertência, ou até por uma brincadeira de mau gosto, para checar se a defesa aérea do país onde está voando está atenta. Neste caso, o piloto não admitiu o erro ou que acionou o código sem querer. O código foi trocado em um momento que não havia nenhum comando sendo dado ao piloto pelo tráfego aéreo. No entanto, na hora em que o piloto acionou o código de interferência ilícita, o número de código que ele estava usando para aquele voo era muito diferente do acionado, segundo informações da FAB, o que praticamente descarta que ele tenha se confundido.

Assim que houve o acionamento do código de sequestro, a defesa aérea deu vários comandos ao piloto para checar se ele os obedecia. Todos foram obedecidos. Mas não havia segurança se havia algum risco aos passageiros e à aeronave porque, em casos de sequestro, o piloto, na cabine, fica sob às ordens do bandido. A 150 quilômetros de Manaus, quando o avião já havia saído do comando do controle de Brasília, para o da Amazônia, a Aeronáutica determinou que o piloto mudasse a sua rota para pousar em Manaus. Ao pousar, o piloto foi orientado a estacionar em área remota, longe do terminal de passageiros e a Polícia Federal e as demais autoridades federais determinaram que o avião fosse vistoriado.

O Comando da Aeronáutica distribuiu nota oficial informando que, na noite de domingo, 2, o Sistema de Controle do Tráfego Aéreo identificou no radar que o voo 904 da American Airlines acionou o código relativo à interferência ilícita. A nota diz ainda que "a aeronave Boeing 767 da American Airlines foi liberada para decolagem após as medidas de segurança realizadas pelas autoridades policias, que descartaram a ocorrência de interferência ilícita". O avião que pousou às 2h04, hora de Brasília, 0h04 hora de Manaus, e foi liberado pelas autoridades brasileiras dos procedimentos de checagem às 2h59, hora de Brasília. Às 4h36, hora de Brasília, o avião saiu de Manaus em direção a Miami.






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