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Até vias próprias para bicicleta são inseguras, reclamam ciclistas

Leitores que pedalam pela capital relataram ao ‘Estadão.com.br’ suas principais dificuldades, como desrespeito de motoristas e buracos

16 de março de 2013 | 17h 00
O Estado de S. Paulo

Falta de respeito dos motoristas, buracos, ausência de recapeamento, carros parados em fila dupla e veículos em alta velocidade. Esses são alguns dos problemas enfrentados rotineiramente por ciclistas na cidade de São Paulo, segundo levantamento feito pelo Estadão.com.br, que mapeou os pontos perigosos na cidade. Além disso, há falhas de sinalização em ciclovias.

As informações foram enviadas na última semana por leitores que costumam andar de bicicleta na capital. A lista foi enviada ao Comando de Policiamento do Trânsito (CPTran) da Polícia Militar, que solicitou os dados para fazer fiscalizações.

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Perigos. Nem trechos com ciclofaixas estão isentos - Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE
Perigos. Nem trechos com ciclofaixas estão isentos

Os problemas apurados estão presentes em todas as regiões da capital, e incluem até vias que já têm medidas públicas que visam à melhor circulação das bicicletas, como ciclofaixas e ciclorrotas (trajetos partilhados por bikes e veículos automotores).

Um dos depoimentos é do garçom Tiago Cabral, de 27 anos. Ele mora no Imirim, na zona norte, e usa sua bicicleta para ir trabalhar todos os dias. No caminho, passa pela Avenida Engenheiro Caetano Álvares, que corta bairros como Limão e Casa Verde. “Nos horários de pico, não dá nem para passar pela avenida, o trânsito é muito grande.”

Cabral diz que, para ciclistas, a Marginal do Tietê, é “um risco de vida”. “Já sofri acidente e fui atropelado. E por isso nunca mais fui lá.” O carro que o atingiu entrou sem dar a seta e o derrubou, provocando luxação nos ombros e no joelho. “Graças a Deus não aconteceu mais nada de grave.”


VerCiclistas em perigo em um mapa maior

Há dois anos, o garagista Aguinaldo Santana, de 40 anos, usa a bike como meio de transporte de casa para o trabalho e passa pela ciclovia da Avenida Sumaré, na zona oeste. “Onde não tem ciclovia você tem de acabar no trânsito livre e se torna um alvo mais fácil. A sorte é aliada e é preciso estar sempre alerta.”

A saída aprontada pela Prefeitura para ampliar a segurança dos ciclistas na capital passa pela construção de ciclovias – 150 quilômetros – até o fim de 2016, segundo promessa da gestão Fernando Haddad (PT).

As vias exclusivas, segundo a Prefeitura, estão sendo desenhadas para passar nos principais corredores viários da cidade. São as vias que vão abrigar os corredores de ônibus prometidos por Haddad para desafogar o trânsito de São Paulo.

Segundo o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, os corredores serão obras “de parede a parede”. Ou seja: os trabalhos vão reformar as calçadas, enterrar a fiação aérea, recapear as vias, instalar asfalto de concreto nas faixas dos ônibus e criar ciclovias, que podem ser ao lado da calçada ou no canteiro central. Os primeiros 80 km de corredores devem entrar em obras ainda neste ano, diz Tatto. Serão nas Avenidas 23 de Maio, dos Bandeirantes e Celso Garcia – além da Radial Leste.

Outra promessa ligando ônibus e bicicletas é que, nos terminais e pontos de parada, haverá locais de locação para as bikes, cujo pagamento poderá ser feito com bilhete único. / BRENO PIRES, BRUNO RIBEIRO, CAIO DO VALLE, DANIELLE VILLELA, DIEGO CARDOSO e LUCIANO BOTTINI






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