Avião de pequeno porte cai na Baía de Guanabara, no Rio
Três ocupantes ficaram levemente feridos; Santos Dumont registra atrasos e cancelamentos
RIO - Um avião de pequeno porte caiu na Baía de Guanabara, perto da cabeceira da pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 12. O jato executivo modelo Learjet estava tentando pousar no local, de onde havia decolado mais cedo com destino ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Os três tripulantes da aeronave foram resgatados sem ferimentos graves
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Segundo informações da Torre de Controle, possivelmente por problemas técnicos, o jato precisou retornar ao Santos Dumont, quando sofreu a queda. A aeronave, prefixo PT-LXO, pertence à OceanAir e era usada para táxi aéreo.
A companhia informou em nota que o avião "deslizou na pista quando pousava" e caiu em baixa altitude nas águas da Baía de Guanabara. O socorro foi prestado por uma embarcação que passava pelo local. De acordo a Infraero, os feridos foram levados para a sede do órgão no Santos Dumont.
O aeroporto foi fechado duas vezes - durante uma hora pela manhã e por quase duas horas durante a tarde, quando o jato foi içado das águas da baía. A remoção foi feita com auxílio de um guindaste.
O acidente causou transtornos para passageiros do setor aéreo. De acordo com balanço da Infraero, até as 17 horas 17 (14.5%) das 117 partidas previstas no Santos Dumont registraram atrasos e 32 (27.4%) foram canceladas.
Longas filas foram formadas no setor de embarque do aeroporto, por pessoas que procuravam táxis. O traslado para o Galeão foi pago pelas companhias aéreas, de acordo com os passageiros. Os voos que saem do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino ao Santos Dumont, no Rio de Janeiro, estavam sendo desviados para o Tom Jobim.
'Muito rápido'. Segundo o engenheiro Eduardo Fiore, de 46 anos, que testemunhou o acidente, tudo aconteceu muito rápido. "Estava em uma barca que ia do Rio para Niterói e, quando virei as costas, o avião já tinha caído na água. As turbinas, mesmo com o choque, continuaram ligadas, espalhando água para todo lado", diz.
"Em menos de três minutos uma lancha da polícia e uma do resgate chegaram junto ao avião. Tudo muito eficiente, eu nem cheguei a ver os passageiros", acrescenta o engenheiro. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga o acidente.
(Com reportagem de Eduardo Roberto, Julia Baptista, Solange Spigliatti, Pedro Dantas e Gabriela Moreira)
Texto atualizado às 18h10.


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