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Bandidos fazem 43 ataques e polícia mata um em SC

Ações de criminosos atingiram ônibus e prédios públicos em 14 cidades; Ministério da Justiça informa que aguarda pedido formal de ajuda do Estado

03 de fevereiro de 2013 | 14h 49
Júlio Castro - Texto atualizado às 21h50

FLORIANÓPOLIS - Quatro dias após o início da onda de atentados em Santa Catarina, 43 ataques e uma morte já foram registrados. O morto foi o motoqueiro Jean de Oliveira, de 22 anos, que foi baleado na cabeça por policiais em Joinville, no norte do Estado. A polícia acredita que as ações estão sendo coordenadas pela facção Primeiro Grupo da Capital (PGC).

Secretaria de Segurança Pública suspeita que a ordem para os ataques parta de dentro de presídios - Cadu Rolim/FotoArena/AE
Cadu Rolim/FotoArena/AE
Secretaria de Segurança Pública suspeita que a ordem para os ataques parta de dentro de presídios

Por enquanto, o governo estadual não pediu ajuda da Força Nacional. Segundo o Ministério da Justiça, o ministro José Eduardo Cardozo conversou neste domingo, 3, por telefone com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), mas ainda aguarda pedido formal para enviar soldados da Força Nacional ao Estado. Uma reunião entre ambos deverá ser realizada nesta semana para resolver a questão.

O PGC é liderado por presos de alta periculosidade que estão nos principais presídios do Estado. Até a manhã de domingo, a PM já havia detido 20 suspeitos de participar das ações. Todas as quatro regiões de Santa Catarina figuram no mapa dos atentados, que aconteceram em 14 cidades diferentes.

A morte do motoqueiro Oliveira aconteceu durante uma perseguição policial. Conduzindo uma moto com placa dobrada, ele iniciou conflito com a polícia atirando para o alto e contra um policial de folga. O próprio policial acionou a Polícia Militar.
Logo em seguida, iniciou-se uma perseguição. Jean desobedeceu a ordem de parar e passou a atirar contra as guarnições, quando foi atingido na cabeça. Seu comparsa, Jaison Cordeiro, de 22 anos, foi preso com lesões por causa da queda da moto.

Florianópolis, com seis ações, foi a que registrou o maior número de atentados até agora. Em seguida, vem Joinville, maior cidade do Estado, com cinco. Entre as principais ações usadas pelos bandidos está a queima de ônibus de transporte coletivo e de caminhões particulares e disparos contra bases policiais. O clima de insegurança nas duas principais cidades catarinenses obrigou as autoridades a reforçar o policiamento e a promover ações para frear os atentados.

Violência. Chapecó, no oeste do Estado, foi surpreendida por volta das 2 horas da madrugada de domingo, quando bandidos atearam fogo contra a garagem da Prefeitura. Em Criciúma, coquetéis molotov foram lançados contra a casa de um policial civil. Artefatos similares também foram lançados contra uma base da PM em São Francisco do Sul, no norte do Estado. Em Maracajá, no sul, duas carretas foram totalmente destruídas pelo fogo no pátio de um posto enquanto os motoristas jantavam.

Houve incêndio também em Araquari, cidade vizinha a Joinville. Quatro homens colocaram fogo em uma das salas da subprefeitura. Mobília e computadores foram destruídos completamente. No fim da tarde de domingo, uma série de tiros de arma de fogo no Morro da Caixa, no centro de Florianópolis, mobilizou grande contingente policial, mas ninguém foi preso.
Uma operação policial com ao menos 150 homens estava programada para ocorrer na noite de domingo no norte da Ilha de Santa Catarina, onde fica a capital. / COLABOROU EDUARDO RODRIGUES





Tópicos: Santa Catarina, Crime

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