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Brasil diminui a taxa de mortalidade infantil entre 2011 e 2012

Apesar da melhora, resultado ainda é mais de três vezes maior que a verificada em países desenvolvidos, de cinco óbitos para cada mil menores de um ano nascidos vivos

02 de dezembro de 2013 | 11h 26
Daniela Amorim - O Estado de S. Paulo

RIO - A taxa de mortalidade infantil em 2012 foi de 15,7 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos. Em 2011, essa taxa foi de 16,4, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta segunda-feira, 2, as Tábuas Completas da Mortalidade para o Brasil 2012. Apesar da melhora, o resultado brasileiro ainda está longe do verificado em países desenvolvidos, onde as taxas de mortalidade infantil situam-se em torno de cinco óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos.

A melhora na expectativa de vida entre zero a um ano de idade é explicada pelo nível ainda relativamente alto da mortalidade no primeiro ano de vida, apesar dos declínios observados nos últimos anos, ressaltou o IBGE. Em 2012, a esperança de vida ao nascer foi de 74,6 anos, mas, se essa criança sobrevivesse aos riscos de morte e atingisse o primeiro ano de vida, a expectativa de vida passaria a 74,8 anos, vivendo, em média, 75,8 anos. A partir de um ano de vida, a tendência da série volta a ser decrescente: conforme aumenta a idade diminui a expectativa de vida.

No entanto, em 2012, houve aumento na expectativa de vida dos brasileiros em todas as idades, beneficiadas com a diminuição da mortalidade. Houve melhora principalmente nos extremos da distribuição etária, além do avanço na esperança de vida para os menores de um ano de idade, houve aumento também para o grupo aberto de 80 anos ou mais, sobretudo para a população feminina. Na passagem de 2011 para 2012, para o grupo de 80 anos ou mais de idade, enquanto a expectativa de vida dos homens aumentou em 2 meses e cinco dias, a das mulheres se expandiu em 6 meses e 25 dias.

Também houve avanço na fase adulta, de 15 a 59 anos de idade. Em 2011, a cada 1.000 pessoas que atingiriam os 15 anos, 846 aproximadamente completariam os 60 anos de idade. Em 2012, destas mesmas 1.000 pessoas, 848 atingiriam os 60 anos.






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