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Cabral culpa 'décadas de abandono' por enchentes e mortes no Rio

Morador de Nova Iguaçu interpelou governador sobre falta de unidades habitacionais

12 de dezembro de 2013 | 16h 15
Felipe Werneck - O Estado de S. Paulo

A zona norte do Rio foi a região mais afetada da cidade - Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão
A zona norte do Rio foi a região mais afetada da cidade

Atualizado às 20h40

RIO - Há sete anos no cargo, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) atribuiu a "décadas de abandono" as enchentes e mortes (ao menos três) ocorridas na Baixada Fluminense, região mais atingida pela chuva no Rio de Janeiro nesta semana. Durante entrevista nesta quinta-feira, 12, após reunião com sete secretários estaduais e dez prefeitos da Baixada no quartel dos bombeiros de Nova Iguaçu, Cabral foi interpelado por um morador do município.

"Governador, por que Nova Iguaçu não teve nenhuma família reassentada e nenhuma unidade habitacional construída até hoje em seis anos do Projeto Iguaçu?", pergunta Adriano Naval, que afirmou ter ficado desalojado após a enxurrada. "Não é verdade", responde Cabral, que havia chegado de helicóptero e não percorreu as ruas da Baixada a pé.

Em seguida, porém, o governador disse que foram investidos R$ 450 milhões no projeto de saneamento, que segundo ele atendeu primeiro trechos de outros municípios por onde passa o Rio Iguaçu. "A segunda fase do projeto é que vai atender agora Nova Iguaçu", reconhece Cabral. Uma das mortes ocorreu no município.

O governador afirmou que R$ 430 milhões serão aplicados na segunda etapa do Projeto Iguaçu. "O Estado hoje está muito mais aparelhado do que em 2007. Mas foram décadas de abandono, estamos correndo atrás do tempo perdido", declara.

Durante a entrevista, Cabral recebeu um telefonema da presidente Dilma Rousseff. Hoje, será realizada uma reunião com o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, e o secretário Nacional de Defesa Civil, coronel Adriano Pereira Júnior, no Centro Integrado de Comando e Controle do Rio.

O único anúncio feito pelo governador foi a criação do chamado Gabinete Integrado da Baixada, com representantes do Estado e das prefeituras da região. O comitê de gestão de crise será coordenado pelo vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), pré-candidato ao governo nas eleições de 2014.

Pelo menos 600 famílias deverão ser retiradas de casas em áreas consideradas de risco, de acordo com o governo. Sobre o atraso na construção de unidades habitacionais, principalmente na região serrana, Cabral atribuiu o problema à "carência de áreas". "Temos hoje 15 mil famílias recebendo o aluguel social."

Radares atrasados. Quase três anos após o anúncio da compra de dois radares meteorológicos de longo alcance e alta precisão, feito após a enxurrada de janeiro de 2011, os equipamentos ainda não chegaram. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) atribuiu o atraso à realização de uma licitação internacional e deu novo prazo para que os radares americanos, comprados por R$ 13 milhões, entrem em operação: março de 2014.

Sobre o fato de as sirenes instaladas em favelas alertaram moradores que muitas vezes não têm para onde ir, a presidente do  Inea, Marilene Ramos, afirmou que "a definição de rotas de fuga é atribuição das defesas civis dos municípios".

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) percorreu bairros da zona norte atingidos pela enchente e disse que cerca de 13 mil famílias moram em áreas de alto risco na cidade. Segundo ele, 20 mil famílias foram reassentadas desde o início de sua gestão. Paes chamou de "demagogos de plantão" os críticos da política de reassentamento.

"A região de Acari e Fazenda Botafogo (entre as mais afetadas pelo temporal) é de acúmulo de sedimentos carregados pelo Rio Acari. Este rio está em obras, mas são obras difíceis. Com a enchente de ontem, a área recebeu ainda mais sedimentos. Mas tem os demagogos de plantão", afirma o prefeito. "Na época do verão, eles somem quando acontecem essas tragédias. Quando acaba o verão, eles dizem que estamos removendo os pobres de suas casas e a imprensa dá cobertura. Não podemos permitir que pessoas continuem morando em beira de rio ou áreas de risco", diz Paes.

Após a tragédia das chuvas de 2010, o prefeito anunciou a remoção "integral" de favelas como a do Morro dos Prazeres, o que não ocorreu. Colaborou Marcelo Gomes






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