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Chacina deixa sete mortos e dois feridos na zona sul de SP

Em nota, governo de São Paulo afirmou que não há indícios de que uma das vítimas seja a mesma testemunha que filmou uma execução por policiais há dois meses

05 de janeiro de 2013 | 13h 47
Artur Rodrigues - Texto atualizado às 17h - O Estado de S. Paulo

A primeira chacina do ano no Estado deixou sete mortos e dois feridos na zona sul da capital. As vítimas estavam em um bar e foram mortas por homens que chegaram em três carros. O governo divulgou uma nota à imprensa no fim da tarde deste sábado, 5, em que disse que "não há indícios de que uma das vítimas da chacina ocorrida sexta-feira à noite em Campo Limpo, na Zona Sul da Capital, tenha participado de uma gravação de vídeo que mostra PMs atirando contra um servente de pedreiro do mesmo bairro".  Mais cedo, o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck havia afirmado ao SPTV, da Rede Globo, que entre as vítimas estava o homem que filmou uma execução de um vizinho por policiais militares da Força Tática, mostrada pelo programa Fantástico.

Veja também:
link Relembre: PMs são indiciados por morte de servente
link O caso: vizinhos temiam retaliação após vídeo

Esta última chacina aconteceu às 23h20 de sexta-feira, 4, na Rua Reverendo Peixoto da Silva, no Campo Limpo. Testemunhas afirmaram à polícia que os carros chegaram com 14 homens encapuzados. Antes de atirar, os bandidos teriam gritado "polícia, polícia".

Moradores de Campo Limpo pedem paz após onda de crimes na região

Cinco pessoas morreram na hora – duas delas foram achadas na frente do estabelecimento e três, atrás do balcão. Entre os mortos estava Laercio de Souza Grimas, de 33 anos, o Dj Lah, do grupo de rap Conexão do Morro, parceiro do rapper Mano Brown, do Racionais MC’s.

Uma sexta vítima, o adolescente Bruno de Cassio Cassiano Souza, de 17 anos, morreu no Hospital do Campo Limpo.

Outras duas pessoas, uma com um tiro no tórax e outra baleada na perna, têm quadro estável. Logo após o crime, o Estado esteve no local e entrevistou vizinhos que temiam retaliação à denúncia contra policiais militares da Força Tática.

Na manhã deste sábado, o delegado-geral da Polícia Civil, Blazeck, esteve no local para acompanhar as investigações. A perícia e policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também estavam no local.

Comoção. A morte de DJ Lah causou comoção na internet e entre rappers. O empresário do Conexão do Morro, Samuel Ferreira da Silva, de 48 anos, conhecido como DJ San Mix, informou que o grupo faz músicas denunciando a violência que mata jovens na periferia de São Paulo. "Nessa guerra entre polícia e traficantes, inocentes estão morrendo", afirma.

Segundo o empresário, DJ Lah tinha quatro filhos e fazia trabalho social no bairro, distribuindo brinquedos para crianças. Há 15 anos, foi um dos três fundadores do Conexão do Morro.

Leia a nota na íntegra:

"Esclarecimento sobre mortes ocorridas na Zona Sul

Diferentemente do que foi noticiado durante o dia de hoje, a Policia Civil de São Paulo esclarece que não há indícios de que uma das vitimas da chacina ocorrida sexta-feira à noite em Campo Limpo, na Zona Sul da Capital, tenha participado de uma gravação de vídeo que mostra PMs atirando contra um servente de pedreiro do mesmo bairro, em novembro. A hipótese havia sido aventada por moradores do bairro. As investigações prosseguem com intensidade com vistas ao esclarecimento do crime.

Das nove vítimas, sete foram fatais. São elas: Brunno de Cássio Cassiano Souza, 17 anos, Laércio de Souza Grimas, 33 anos, Carlos Alexandre Claudino da Silva, 27 anos, Ricardo Genuíno da Silva, 39 anos, João Batista Pereira de Almeida, 34 anos, Edilson Lima Pereira Santos, 27 anos e Almando Salgado dos Santos Júnior, 41 anos."






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