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Chuva mata 1 e tira 4.375 pessoas de casa no Rio

Há dois desaparecidos e mais de 20 feridos em 5 cidades do Estado; ruas de Xerém, em Duque de Caxias, estão cobertas por lama e lixo

03 de janeiro de 2013 | 23h 47
O Estado de S. Paulo

Os temporais que atingiram o Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira, 3, provocaram a morte de uma pessoa em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e obrigaram pelo menos 4.375 moradores de cinco cidades (Angra dos Reis, na Costa Verde; Duque de Caxias e Seropédica, na Baixada Fluminense; e Petrópolis e Teresópolis, na Região Serrana) a sair de suas casas. Mais de 20 pessoas ficaram feridas e duas estão desaparecidas em Duque de Caxias. O último balanço foi divulgado pela Defesa Civil Estadual às 20h30 de quinta.

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Carros foram arrastados pela enxurrada em Xerém - Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão
Carros foram arrastados pela enxurrada em Xerém

A pior situação ocorreu em Angra, onde 160 pessoas ficaram desabrigadas e 2.700 foram desalojadas. Ao longo do dia, 2.380 foram autorizadas a retornar às suas casas. Em Duque de Caxias houve 400 desabrigados e 1.000 desalojados. Em Petrópolis; há 30 desalojados; em Teresópolis, há 50 e em Seropédica, 35.

Os estragos acontecem menos de dois anos depois da maior tragédia natural do País. Chuvas que começaram na madrugada de 12 de janeiro de 2011 deixaram 916 mortos e 345 desaparecidos na Região Serrana.

Área mais atingida pelo temporal de quinta, Xerém sofreu a pior tragédia em 40 anos e amanheceu devastada. Ruas cobertas de lama, carros levados pela enxurrada e entulho por toda a cidade formavam o cenário de destruição causado pelo transbordamento de três rios. Pelo menos oito casas foram destruídas pelas águas. O homem que morreu não havia sido identificado até a noite de quinta. O corpo foi encontrado em uma praça.

Um desaparecido é funcionário da Companhia Estadual de Águas e Esgotos, identificado pelo Corpo de Bombeiros apenas como Enéas, que trabalhava em uma represa. O outro é morador de Duque de Caxias.

A busca por vítimas e os trabalhos de recuperação foram interrompidos às 17h30. “A previsão é de mais chuva durante a noite e por isso vamos deixar quatro equipes de plantão na região. Nesta sexta-feira, 4, às 4h, reiniciamos as buscas pelos desaparecidos”, afirmou o subcomandante-geral dos bombeiros, tenente-coronel Alcântara.

A chuva começou à 0h e se intensificou por volta das 2h de quinta. A previsão da meteorologia é de que chova até esta sexta na Baixada e na Região Serrana.

Recém-empossado, o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso (PSB), decretou estado de emergência no município. O prefeito espera que o estado de emergência apresse a liberação de recursos federais para reconstruir Xerém. Segundo Cardoso, serão necessários R$ 35 milhões para as obras. Uma ponte foi destruída e outras duas foram interditadas porque podem desabar.

“Acordei com um forte estrondo e só deu tempo de descer as escadas antes de desabar”, contou a dona de casa Osana Ferreira, de 41 anos. “Acordei com um estrondo e quando vi tinha água já na porta de casa. Não consegui tirar a geladeira nem a máquina de lavar”, lamentava Lena Pereira, de 57 anos, que mora em um bairro que foi isolado.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros interditaram diversas casas na parte baixa de morros pelo risco de desabamento. Ruas inteiras foram bloqueadas pois o asfalto ameaçava ceder.

Estradas. Houve rolamento de pedras na Rodovia Rio-Santos (BR-101), no km 505, em Angra dos Reis, e no km 559, em Paraty. As interdições foram parciais. Na Rodovia Rio-Juiz de Fora (BR-040), houve bloqueio parcial no km 92, em Petrópolis, no sentido Minas, e entre os km 85 e 89, no sentido Rio. Por segurança, o tráfego foi fechado na BR-116 Norte, entre Guapimirim (Baixada Fluminense) e Teresópolis. Mangaratiba, na Costa Verde, teve prejuízos por causa da chuva, mas sem desabrigados nem desalojados. / ANTONIO PITA, HELOISA ARUTH STURM, MARCELO GOMES, LUCIANA NUNES LEAL e FÁBIO GRELLET





Tópicos: Chuva, Rio de Janeiro

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