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Chuva mata 17 no Rio e Dilma defende 'medidas drásticas' em áreas de risco

Encosta desabou em Petrópolis e soterrou dezenas de pessoas; entre os mortos estão agentes da Defesa Civil que ajudavam no resgate

18 de março de 2013 | 23h 06
Jamil Chade, Marcelo Gomes, Heloisa Aruth Sturm e Clarissa Thomé - O Estado de S.Paulo

Texto atualizado às 8h

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O corpo da 17.ª vítima foi encontrado na manhã desta terça-feira, 19, no bairro Quitandinha - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
O corpo da 17.ª vítima foi encontrado na manhã desta terça-feira, 19, no bairro Quitandinha

Um temporal na região serrana do Rio matou ao menos 17 pessoas em áreas de risco de Petrópolis, feriu 33 e deixou 560 desalojadas. O corpo da 17.ª vítima foi encontrado na manhã desta terça-feira, 19, no bairro Quitandinha, um dos mais atingidos. Durante a madrugada, a chuva foi fraca, mas constante, e sirenes e avisos sonoros de risco de desabamento chegaram a ser acionados, mas não houve registro de novos deslizamentos.

Em Roma, a presidente Dilma Rousseff negou, na segunda-feira, 18, problemas na prevenção. "Não, não está, não estava com nenhum problema, não. A nossa prevenção, hoje, avisa as pessoas. Eu acho que vão ter de ser tomadas medidas um pouco mais drásticas para que as pessoas não fiquem nas regiões que não podem ficar", afirmou a presidente.

"Nós temos um sistema de prevenção. O problema é que muitas vezes as pessoas não querem sair", prosseguiu Dilma, que também alegou que foi a chuva em abundância que causou a tragédia. "É uma situação muito difícil, porque choveu 300 milímetros. Quase o tanto que chove em um ano em certas regiões do Brasil choveu em um dia em Petrópolis", insistiu.

Entre os mortos estão dois técnicos da Defesa Civil municipal que trabalhavam no resgate dos soterrados. "Tinham muita experiência. São insubstituíveis e morreram como heróis. Estavam ali salvando vidas", afirmou o prefeito Rubens Bomtempo (PSB). A Defesa Civil atendeu mais de 270 ocorrências desde o início das chuvas.

Os Rios Quitandinha e Piabanha, que cortam a cidade, transbordaram, destruindo casas e provocando alagamentos em 21 pontos, principalmente nos bairros Quitandinha e Independência. O maior índice pluviométrico foi registrado em Quitandinha: 415 milímetros em 24 horas, o equivalente a dois meses de chuva, segundo a prefeitura.

Uma encosta deslizou e interditou a Rua Joaquim Rolla, ao lado do Palácio Quitandinha, um cartão-postal da cidade. Na tarde de segunda, era possível avistar uma casa de classe média alta, de dois andares, à beira do precipício. Já no bairro Amazonas, uma casa caiu e matou duas pessoas.

Sem socorro. Ao longo do dia, várias autoridades pediram que moradores de áreas de risco deixassem as casas. Um dos sinais sonoros, por exemplo, foi acionado na Rua Espírito Santo, onde pessoas foram soterradas.

"Fazemos um apelo para que todas as pessoas deixem as áreas de risco", ressaltou o governador Sérgio Cabral (PMDB). A remoção, porém, vai na contramão do que defendem especialistas das Nações Unidas. Eles já alertaram o governo brasileiro em diversas ocasiões que forçar uma saída deve ser a última alternativa e é algo que precisa ser realizado com extrema cautela para não causar caos social.

O Estado anunciou a liberação de R$ 3 milhões - a prefeitura liberou outros R$ 200 mil. Já a presidente Dilma Rousseff designou a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para acompanhar todo o trabalho e deslocou uma equipe da Força Nacional de Defesa Civil.



Tópicos: Rio, Dilma, Chuva,

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