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Começa o julgamento do goleiro Bruno

04 de março de 2013 | 10h 10
O Estado de S.Paulo

Começou na manhã desta segunda-feira, 4, no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, o julgamento do goleiro Bruno. A defesa do ex-atleta admitiu o sequestro de Eliza Samúdio, mas afirmou que ela foi embora do sítio após receber dinheiro de Bruno. Para a acusação, o goleiro mandou sequestrar a ex-amante, levá-la a seu sítio, em Esmeraldas (MG), e matá-la.

A defesa do goleiro no caso falou em irregularidades no processo e cogitou anular o júri novamente. "Para mim é muito cômodo: se eu ganhar, ganhei, senão, anulo", disse o advogado Lúcio Adolfo da Silva. Os defensores do caso foram ouvidos pelo Estado.

Depois do sorteio dos sete jurados entre os 25 convocados, dos quais apenas 15 compareceram, deve começar daqui a pouco o depoimento das testemunhas. Serão ouvidas cinco para defesa e cinco para a acusação de cada um dos acusados. Bruno e Dayanne falarão na sequência. Não há limite de tempo nesta fase do julgamento. De acordo com a assessoria do Fórum de Contagem, existe a possibilidade de que os depoimentos sejam concluídos ainda nesta segunda-feira.

Na sequência, a promotoria terá duas horas para expor seus argumentos, enquanto a defesa de cada um dos réus terá uma hora. Esse tempo pode ser prorrogado em mais duas horas para réplica e outras duas para tréplica. Terminada esta etapa, os jurados se reúnem para dar o veredicto para que a juíza possa, caso haja condenação, definir a sentença.

Entenda o caso. Ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 quando viajou do Rio para o sítio do jogador em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Acompanhada de seu bebê, filho de Bruno, ela fez seu último contato, para uma amiga, por telefone em 9 de junho. Poucos dias depois, a polícia recebeu denúncia de que a jovem estaria morta.

Um primo de Bruno, então com 17 anos, foi apreendido na casa do goleiro, no Rio, após a polícia receber denúncia de que o rapaz havia participado da execução de Eliza. À polícia ele revelou a participação de mais sete suspeitos no crime e disse que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, teria matado a jovem. Seu corpo, no entanto, nunca foi encontrado.

O primo de Bruno foi condenado a três anos de internação pelo sequestro e morte de Eliza. No fim de 2010, a Justiça mineira determinou que Bruno, Macarrão, Bola e Sérgio Rosa Sales fossem julgados por júri popular pelo sequestro e morte de Eliza e que Dayanne, Fernanda, Vítor da Silva e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, respondessem por sequestro e cárcere privado. Macarrão já foi condenado no ano passado.




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