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Cumbica tem taxa de crimes contra passageiro 3 vezes maior que Congonhas

Segurança. A cada 100 mil passageiros do aeroporto internacional, 5,5 ocorrências foram registradas entre janeiro e outubro deste ano

08 de dezembro de 2013 | 22h 03
Mônica Reolom - O Estado de S.Paulo

Um passageiro no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, têm quase três vezes mais chances de ser vítimas de crimes do que um viajante em Congonhas, zona sul da capital. A taxa de criminalidade no terminal internacional é de 5,5 ocorrências por 100 mil passageiros, enquanto em Congonhas é de 2 por 100 mil.

Na volta dos EUA. Fernanda teve 4 malas violadas: ‘Levaram roupas, perfumes, presentes’ - Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão
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O cálculo foi feito com base nas ocorrências, de janeiro a outubro deste ano, registradas pelas Polícias Civil e Federal. A reportagem contabilizou crimes que têm pessoas como vítimas - furto, roubo, homicídio, lesão corporal e desacato - e dividiu os registros pelo número de passageiros em cada terminal.

Especialistas em segurança atribuem o índice de Cumbica ao fluxo de pessoas. "O risco de o criminoso ser pego em Guarulhos é menor. As quadrilhas são mais disfarçáveis em aeroporto internacional e há mais vias de acesso e saída. Em Congonhas, é mais fácil cercar alguém", diz o consultor e coronel Carlos Alberto de Camargo, ex-comandante da Polícia Militar.

O consultor em segurança Hugo Tisaka diz também que estrangeiros são alvos fáceis. "Em Cumbica, há mais estrangeiros que não conhecem o aeroporto nem os costumes locais." Além disso, os passageiros transportam bens mais valiosos.

População flutuante. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Divisão de Portos, Aeroportos e Proteção aos Turistas, responsável pelos dois aeroportos, explica que a população flutuante interfere no número de crimes em Cumbica. "Uma pessoa vai viajar e dez a acompanham para dar tchau. Na volta, tem mais 15 para recebê-la", diz.

O volume de passageiros por dia é de 98 mil em Cumbica, mas o número de pessoas que passa pelo local pode chegar a 150 mil, equivalente à população de São Caetano do Sul, no ABC paulista. Em Congonhas, são 46 mil passageiros por dia e população flutuante de 60 mil.

Os furtos e roubos nos terminais acontecem principalmente no saguão, nos balcões de check-in e nas praças de alimentação, onde os criminosos se aproveitam da distração dos passageiros. Nico afirma que as "gangues andinas" - formadas por colombianos, peruanos, bolivianos e chilenos - são responsáveis por 90% das ocorrências nos dois aeroportos.

Vítima. O executivo Paulo Reis, que viaja toda semana por Congonhas, conta que esperava um carro quando um jovem se aproximou e pediu informações. Enquanto isso, um comparsa furtou sua pasta. "Foi no ponto cego das câmeras, na última porta do desembarque. Com toda a paciência, ainda expliquei como chegar ao centro. Até falei em espanhol", diz Reis.

A maior reclamação da polícia é não conseguir prender os ladrões. Os bandidos presos em flagrante por furto podem pagar fiança e ser liberados. "Tem um peruano que já prendemos três vezes neste ano. Ele é solto e volta com nome diferente", diz Cícero Simão da Costa, delegado titular de Congonhas.

O desmantelamento de quadrilhas é apontado pela polícia como importante fator para derrubar a criminalidade. É isso o que explicaria que de 2012 para 2013 o número de furtos e roubos diminuiu 18% em Cumbica - de 1.594 para 1.315 - e 47% em Congonhas - de 350 para 186.




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