Decretada prisão preventiva de envolvidos na tragédia da boate Kiss
O juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, revogou a prisão temporária e determinou a prisão preventiva de quatro suspeitos relacionados ao incêndio
PORTO ALEGRE - O juiz de direito Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, revogou a prisão temporária e decretou a prisão preventiva dos quatro suspeitos de envolvimento no incêndio da boate Kiss nesta sexta-feira, 1, atendendo pedido feito pela Polícia Civil na quinta-feira. Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, sócios do estabelecimento, e Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, integrantes do grupo Gurizada Fandangueira, já estão na Penitenciária de Santa Maria há um mês. Se a prisão preventiva não fosse decretada, eles sairiam da cadeia neste domingo.
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A tragédia ocorreu na madrugada de 27 de janeiro, quando uma fagulha de um sinalizador usado pela banda em show pirotécnico chegou ao teto da casa noturna e começou a queimar a espuma de revestimento acústico. O fogo se alastrou rapidamente, gerando uma fumaça tóxica que matou 239 pessoas.
A investigação policial deve apontar os responsáveis por falhas como show com fogos em local fechado, extintores vazios, casa superlotada e falta de sinalização e de saídas de emergência. É provável que acuse algumas pessoas pelo crime de homicídio, mediante dolo eventual, qualificado pela asfixia. O inquérito terminaria neste domingo, mas será prorrogado por mais dez dias.
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