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Delegado é exonerado por mau atendimento em Copacabana

Vítimas de furtos e roubos que procuraram a delegacia tiveram que procurar seus pertences em caixas de papelão que estavam no chão, sem qualquer controle por parte dos policiais

02 de janeiro de 2014 | 17h 16
Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo

RIO - A chefe de Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, exonerou nesta quinta-feira, 2, o delegado José William de Medeiros do cargo de titular da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) por considerar "inaceitável" o tratamento dispensado ao público que procurou a distrital nos dois últimos dias, inclusive na virada do ano, quando cerca de 2,3 milhões de pessoas assistiram à queima de fogos na praia.

Dezenas de vítimas de furtos e roubos que procuraram a delegacia tiveram que procurar seus pertences recuperados em caixas de papelão que estavam no chão, sem qualquer controle por parte dos policiais. A confusão foi mostrada em vídeo publicado no site do jornal "O Globo".

Em nota, a delegada Martha Rocha disse que Medeiros "não teve capacidade de gestão e gerenciamento, já que todos os recursos solicitados por ele foram atendidos". Para o seu lugar foi indicada a delegada Izabela Santoni, que atuava como adjunta na Delegacia Fazendária (Delfaz).

A delegada Izabela ficou conhecida no ano passado, após indiciar o médico Adão Orlando Crespo Gonçalves por falsidade ideológica e estelionato contra a administração pública. O neurologista faltou ao plantão num hospital público na noite do Natal de 2012. Na ocasião, uma menina de 10 anos que havia sido baleada na cabeça precisou esperar oito horas para ser operada, e acabou morrendo dias depois. Durante as investigações, Izabella descobriu que Crespo Gonçalves vinha faltando os plantões seguidamente, mas mesmo assim assinava a folha de ponto do hospital.

O delegado Medeiros será transferido para a Coordenadoria das Delegacias de Acervo Cartorário (CDEAC), considerada a "geladeira" da Polícia Civil, à espera de nova lotação.

Balanço. A Polícia Civil registrou 144 casos de furtos e roubos a transeuntes na cidade do Rio entre 8h de terça-feira , 31, e 20h do dia seguinte.

Também houve 25 tentativas de homicídio neste período de 36 horas. No levantamento está incluído o caso de Adilson Rufino da Silva, de 34 anos, que tentou esganar a mulher após uma briga em Copacabana pouco antes da queima de fogos. Ao ser abordado por um policial militar, Rufino arrancou a arma do coldre do agente e efetuou diversos disparos. Doze pessoas foram baleadas, inclusive ele, que permanece hospitalizado em estado grave no Hospital Miguel Couto, no Leblon, zona sul. Um PM também continua internado no hospital central da corporação, no Estácio, zona norte. A Corregedoria da Polícia Militar instaurou inquérito policial militar (IPM) para apurar o caso.

Houve ainda 202 casos de lesão corporal dolosa (com intenção), 64 veículos roubados, e outros 25 furtados. Foram feitas Foram feitas 46 prisões em flagrante. Outras duas pessoas foram presas por cumprimento de mandado de prisão, além de 11 menores apreendidos. Doze armas de fogo foram apreendidas.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria Estadual de Segurança. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, não é possível comparar os índices de criminalidade com o réveillon do ano passado "porque a Polícia Civil não divulgou balanço em 2013".

"Ponto fora da curva". O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), disse na manhã desta quinta-feira que o episódio que terminou com 12 baleados no réveillon de Copacabana foi "um ponto fora da curva". Em sua opinião, o balanço da festa foi bom. "Foi muito positivo. Só tivemos um fato isolado daquele ''alucinado'' que roubou a arma de um policial, que acabou sendo um ponto fora da curva. Mas (o réveillon) foi um tremendo sucesso. Eu estava em Copacabana e foi uma festa linda mais uma vez. Graças a Deus (o tiroteio) não gerou nenhuma morte", disse Paes.






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