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Fernandinho Beira-Mar é condenado a 80 anos de prisão por comandar assassinatos de dentro da cadeia

Com esta sentença, o total da pena imposta pela Justiça ao criminoso chega a 200 anos

13 de março de 2013 | 5h 55
Breno Lemos Pires - O Estado de S. Paulo

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Julgamento de Beira-Mar no Rio começou às 14h dessa terça-feira e acabou na madrugada desta quarta - Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE
Julgamento de Beira-Mar no Rio começou às 14h dessa terça-feira e acabou na madrugada desta quarta

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, de 45 anos, foi condenado na madrugada desta quarta-feira, 13, a 80 anos de prisão, por ordenar, em julho de 2002, a morte de três pessoas na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro. Com esta sentença, o total da pena imposta pela Justiça a Fernandinho Beira-Mar chega a 200 anos de prisão. O criminoso está preso desde 2002.

Em um julgamento que durou dez horas, Beira-Mar foi considerado culpado de mandar executar - de dentro do presídio Bangu I - Antônio Alexandre Vieira Nunes, o 'Playboy', Edinei Thomaz Santos e Adailton Cardoso de Lima. Os dois primeiros foram mortos, gerando pena de 30 anos por cada assassinato, e o último conseguiu escapar, rendendo mais 20 anos de pena ao traficante por tentativa de homicídio. A defesa de Beira-Mar informou que vai recorrer da decisão.

Os advogados do traficante pediram que a audiência fosse suspensa devido à ausência das seis testemunhas, de acusação e defesa, mas o julgamento, que teve início às 14h, prosseguiu e foi encerrado pouco depois de meia-noite. 

Na sentença, o juiz Murilo André Kieling, do 4º Tribunal do Júri da capital fluminense, destaca que Fernandinho Beira-Mar "ordenou o atuar dos asseclas pelo telefone, dentro do cárcere. Desafiou os grilhões do cárcere. Subjugou seus desafetos através da barbárie ou do terror. Uma típica execução sumária. A sociedade exige ação e repudio".

Beira-Mar negou ser o mandante dos crimes. Nesta quarta-feira, ele será levado para o presídio de Catanduvas, no Paraná, onde já cumpre pena.






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