Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Brasil
Início do conteúdo

Há ao menos 87 juízes ameaçados de morte, diz corregedoria de Justiça

Número pode ser maior porque que não há dados de todos os Estados; corregedora reconhece falhas

12 de agosto de 2011 | 16h 18
Mariângela Gallucci - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, informou na tarde desta sexta-feira, 12, que há pelo menos 87 juízes ameaçados no País. Há cerca de três meses, a corregedora pediu aos tribunais de todo o Brasil que informassem quantos juízes estavam sendo ameaçados e se eles vinham recebendo proteção. O número de juízes ameaçados, no entanto, deve ser maior, porque tribunais como os de São Paulo e de Minas Gerais ainda não encaminharam a informação à corregedora.

Veja também:
link Após pedido do Peluso, PF vai investigar execução
link Desembargador diz que juíza não pediu segurança
link Ela era marcada para morrer, diz associação de juízes

Juíza morta no Rio foi atingida por 21 tiros - Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE
Juíza morta no Rio foi atingida por 21 tiros

Eliana Calmon reconheceu que existem falhas na segurança de juízes. "Temos cochilado um pouco", afirmou. Ela disse, no entanto, que todas as vezes que a Corregedoria Nacional de Justiça é procurada por um juiz ameaçado, são tomadas providências para assegurar proteção. Isso ocorreu, por exemplo, com o juiz do município maranhense de Tuntum. Outro caso citado foi o de uma juíza de Pernambuco, ameaçada de morte por um grupo de extermínio, que agora está com escolta permanente, prestando segurança 24 horas por dia, e usa um carro blindado.

A corregedora afirmou que a execução da juíza Patrícia Lourival Acioli, em Niterói (RJ), pode assustar um pouco a magistratura, mas não irá inibir a atuação dos juízes. Ela manteve contato com autoridades do tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que disseram que atualmente a magistrada assassinada não contava com escolta. Segundo a corregedora, foi oferecida à juíza a possibilidade de transferência da vara criminal onde ela atuava para outra mais amena. No entanto, Patrícia teria dito que não queria mudar e que amava o que fazia.

Investigação. A Divisão de Homicídios do Rio investiga a execução da juíza Patrícia Acioli como um crime encomendado. O corpo da vítima foi atingido por 21 tiros de armas de calibre 45 e ponto 40, na porta da casa dela, na localidade Timbau, em Piratininga, na região oceânica de Niterói (região metropolitana do Rio), na madrugada desta sexta-feira.

O diretor da Divisão de Homicídios (DH), Fellipe Ettore, classificou a investigação como "complexa". "Estamos investigando uma execução. A vitima foi emboscada e estamos apurando quem foram o autor e o mandante do crime", declarou o delegado. Sessenta por cento do efetivo da DH está empenhado no caso e mais de dez pessoas já foram ouvidas.

O namorado da juíza, o policial militar Marcelo Poubel Araújo, depôs por seis horas na sede da DH. Nenhuma linha de investigação está descartada, e o Disque Denúncia está repassando em tempo real informações à polícia. / COLABOROU PEDRO DANTAS.




Siga o @estadao no Twitter

"Desafio da Paz" no Complexo do Alemão

  • "Desafio da Paz" no Complexo do Alemão
  • Bastidores da imagem: O choro de Dilma na Comissão da Verdade
  • CPI do Cachoeira avança pouco e, no futebol, torcedores paulistas sofrem muito