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Haddad critica protestos violentos e diz que sua geração não quebrou um orelhão

Prefeito condena queima de ônibus em São Paulo e morte de cinegrafista no Rio, e afirma que movimento estudantil da década de 1980 não depredou nada para conseguir as eleições diretas e o impeachment de Collor

12 de fevereiro de 2014 | 13h 04
Fabio Leite - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) criticou nesta quarta-feira, 12, os protestos violentos que resultaram em ônibus queimados na cidade de São Paulo e na morte do cinegrafista Santiago Andrade, de 49 anos, no Rio, e disse que a sua geração não precisou "quebrar nada" para conseguir nas ruas conquistas como as eleições diretas na década de 1980 e o impeachment do ex-presidente Fernando Collor em 1992.

"Temos aqui dois ex-militantes estudantis. O Orlando (Silva, vereador pelo PCdoB) foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e eu fui presidente de Centro Acadêmico. Ele é da mesma geração que eu, que foi para a rua defender as Diretas, defender a Constituição, defender o impeachment do presidente. Nós fizemos isso mas não quebramos um orelhão. Para conseguir essas coisas nós não precisamos quebrar nada, muito menos ceifar a vida de um trabalhador. Nada disso foi necessário para derrubar uma ditadura", disse Haddad.

Ao lado do ex-ministro do Esporte no governo Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad assinou nesta quarta o decreto que regulamenta a Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, no Centro Educacional Unificado (CEU) do Aricanduva, zona leste da capital. Em discurso, o prefeito disse que "é preciso resgatar o sentido de cidadania" na cidade e que os atos de vandalismo só prejudiciam as pessoas que trabalham.

"Acontece uma tragédia num bairro, todo dia tocam fogo num ônibus, cujo usuário é o povo trabalhador. Quem vai sair prejudicado com isso? Vai ser aquele que cometeu o crime, vai ser o traficante ou vai ser a população trabalhadora que no dia seguinte vai ter um ônibus a menos para transportá-la para o trabalho?", questionou o prefeito, que deixou o evento sem falar com a impresa.  






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