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Justiça emite decreto de prisão de 11 militares grevistas no Rio

Tribunal militar expediu mandados de prisão contra os líderes do movimento

10 de fevereiro de 2012 | 10h 48
Solange Spigliatti - estadão.com.br

Texto atualizado às 11h51 para acréscimo de informações

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Segundo Comando da PM, greve não afetará segurança do Rio - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Segundo Comando da PM, greve não afetará segurança do Rio

SÃO PAULO - A Justiça Militar do Rio expediu nesta sexta-feira, 10, 11 mandados de prisão contra os principais líderes da greve no Rio. A Polícia Militar ainda não divulgou os nomes dos policiais militares que são procurados.

Policiais civis, militares e bombeiros, entraram em greve hoje. O anúncio ocorreu ao final de uma manifestação que durou quase seis horas, na Cinelândia, no centro do Rio, com participação de cerca de 3 mil pessoas, segundo a PM, na noite da última quinta-feira.

Em nota, o Comando da Polícia Militar informou que todas suas unidades "estão em pleno funcionamento, contando inclusive com o apoio de policiais do BOPE e do BPChq no patrulhamento" e que não há paralisação de nenhum tipo de serviço para o cidadão.

O secretário estadual de Defesa Civil e comandante dos bombeiros, Sérgio Simões, disse esperar que a adesão seja mínima. "É greve geral e a culpa é do Cabral, estamos parados oficialmente a partir de agora", anunciou do alto de um palanque montado em frente à Câmara Municipal o cabo do 22º Batalhão da Polícia Militar Wellington Machado, porta-voz da comissão que decidiu pela paralisação.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira, afirmou que "no máximo" 30% da categoria será mantida nas delegacias para atender as ocorrências em que houver violência ou grave ameaça. A princípio, a Delegacia de Homicídios funcionará normalmente. A comissão que decidiu pela greve teve a participação da deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

No início da assembleia, representantes das categorias deram um ultimato ao governo do Estado. Decidiriam pela greve se, até meia-noite, o governo não cumprisse cinco exigências: piso salarial de R$ 3.500, vale-transporte de R$ 350, tíquete-refeição de R$ 350, jornada de 40 horas semanais com pagamento de horas extras e libertação do cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento preso anteontem à noite acusado de incitamento e aliciamento a motim.

Tranquilidade. O chefe de comunicação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Frederico Caldas afirmou à rádio EstadãoESPN, nesta sexta-feira pela manhã, que 100% dos policiais do Rio estão na rua e justificou dizendo que "não houve interrupção dos nossos serviços (policiais)".

Segundo Caldas, a madrugada e o começo da manhã desta sexta foi tranquilo. "Não há qualquer problema na segurança pública do Rio de Janeiro", disse o coronel, que descartou o uso da Força Nacional de Segurança no Rio de Janeiro. 



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