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Kassab revisa Plano de Metas de São Paulo pela segunda vez no ano

Restauração de viadutos e recuperação urbana de bairros degradados saíram da lista para 2012

10 de novembro de 2011 | 15h 41
Diego Zanchetta e Felipe Frazão - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Pela segunda vez no ano e a menos de 13 meses de encerrar seu sétimo ano como prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) revisou 11 metas de seu governo que deveriam ser cumpridas até o final de 2012.

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Para Kassab, agenda com metas vive em processo de transformação - Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE
Para Kassab, agenda com metas vive em processo de transformação

A restauração de viadutos e o início de operações urbanas em bairros degradados de São Paulo e com espaços vazios estão entre as metas modificadas e que devem ter o implemento atrasado, segundo apurou a reportagem.

O governo municipal se limitou a publicar um aviso sobre a revisão das metas no Diário Oficial da Cidade desta quinta-feira, 10, mas não detalhou quais são os planos que vão atrasar. Antes, em janeiro, Kassab já havia modificado a Agenda 2012, o primeiro projeto da sociedade civil que virou lei, após ser apresentado à Câmara e aprovado pelos vereadores.

O secretário municipal de Planejamento, Rubens Chammas, deve detalhar daqui a pouco as mudanças. Questionado pela manhã, Kassab argumentou que "a agenda é um processo permanente de transformação".

"Se não, você tinha engessado e aí não era meta, era compromisso. As metas são atualizadas, ajustadas com o tempo, se tem mais receita ou menos receita. A lei prevê (essa revisão)", disse Kassab.

O Movimento Nossa São Paulo, organização não-governamental (ONG) que criou o Plano de Metas, não foi notificada sobre a revisão. Nas mudanças feitas em janeiro, a Agenda 2012 previa três corredores para motos, 16 mil novos pontos de iluminação e 200 telecentros.

Antes eram oito motofaixas, 40 mil pontos de luz e 400 telecentros. Outras metas ainda devem ser modificadas, já que o prefeito não deve conseguir zerar o déficit de vagas nas creches e concluir a construção de três hospitais na periferia - Brasilândia, Vila Matilde e Parelheiros.




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