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Malote promete resolver roubos durante transporte de valores

Invenção destrói seu conteúdo em caso de roubo; pacote foi adotado com sucesso na Bélgica há 10 anos

30 de julho de 2008 | 16h 09
Angela Lacerda, especial para o Estado

Com aparência de uma mala de viagem, feito de plástico duro e encaixado numa placa de metal, o malote inteligente destrói parcialmente os valores e dinheiro nele contidos, diante de tentativa de violação ou extravio.

 

Voltado para o pequeno e médio comerciante, o equipamento foi apresentado ao Brasil nesta quarta-feira, 30, no Recife, durante fórum que debateu novas tecnologias contra a criminalidade. O malote pode ser transportado por motos ou automóveis, sem necessidade de carros blindados, seguranças e armas e visa a desestimular os roubos.

 

A tecnologia foi desenvolvida na Bélgica, pelo pernambucano Paulo Vieira, sócio-fundador da empresa Arrowplan - que trabalha com projetos de valorização intelectual - e da 3BR, que começa, em janeiro, a fabricar o equipamento em Pernambuco, para o mercado brasileiro.

 

Segundo Vieira, o malote inteligente foi adotado na Bélgica há 10 anos, reduzindo a zero o número de assaltos a carros-forte que eram de dois por semana. Nos países europeus que o adotaram, ele afirmou que os assaltos a bancos, farmácias e postos de gasolina também cessaram.

 

Preocupado em reduzir a criminalidade em Pernambuco - Estado detentor de um dos mais altos índices de violência do País - o governador Eduardo Campos (PSB) se engajou na divulgação do equipamento. E acionou instituições bancárias - Banco do Nordeste e Caixa Econômica - para financiar os empreendedores interessados na tecnologia.

 

Através do "Pacto pela Vida", considera o malote inteligente um caminho para reduzir a quantidade de armas usadas pelas vigilâncias e o efetivo colocado nas ruas. "O dinheiro, que é o que interessa ao bandido, fica protegido pelo malote".

 

Por enquanto, o malote é importado a R$ 9 mil - valor que deve cair para no máximo R$ 5 mil quando produzido no País. Através da distribuidora DWA, o equipamento também pode ser alugado a um custo mensal de cerca de R$ 300. Uma experiência piloto com o equipamento começa a ser feita com 10 (das 146) casas lotéricas do Grande Recife na próxima semana.





Tópicos: Violência, Recife

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