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Maranhão aceita ajuda do governo e vai transferir presos para presídios federais

Após onda de ataques desencadeada pela crise do sistema prisional, governo do Estado aunciou que aceita oferta feita no domingo pelo Ministério da Justiça

06 de janeiro de 2014 | 18h 04
Ernesto Batista, especial para o Estado - O Estado de S. Paulo

SÃO LUÍS - O governo do Maranhão anunciou ter aceitado a oferta de vagas em presídios federais, feita pelo Ministério da Justiça, para transferir os membros de facções que comandam ataques a ônibus e delegacias em São Luís e mortes de detentos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Falta agora a definição do número de presos que serão transferidos.

A oferta do Ministério foi feita no domingo, 5, em meio aos ataques na capital maranhense desencadeados pela crise no sistema prisional do Estado. Na manhã desta segunda-feira, 6, morreu Ana Clara Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado em um dos ataques a ônibus ocorridos na sexta-feira.

Nos ataques da semana passada, bandidos queimaram cinco ônibus e atacaram duas delegacias. Eles jogaram gasolina e atearam fogo nos coletivos enquanto os passageiros ainda estavam nos veículos. A ação, na sexta-feira, deixou feridos graves. Entre as vítimas estão duas crianças.

Outras quatro vítimas seguem internadas. No domingo, o bisavô de Ana Clara, Dasico Rodrigues, de 81 anos, morreu de infarto ao saber o que acontecera com a menina. Segundo familiares, ele era muito ligado à bisneta

A ordem para os ataques partiu de bandidos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Essa nova onda de ataques seria uma reação ao fato de a PM, com o apoio da Força Nacional de Segurança, ter assumido o controle do Presídio de Pedrinhas. A medida foi uma reação do governo aos assassinatos na cadeia.

A governadora Roseana Sarney tem até esta segunda-feira, 6, para prestar informações ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre as providências tomadas para evitar novas mortes no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Na manhã desta segunda-feira, 6, morreu Ana Clara Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado em um dos ataques a ônibus, na sexta-feira, 3. Outras quatro vítimas seguem internadas. No domingo, o bisavô de Ana Clara, Dasico Rodrigues, de 81 anos, morreu de infarto ao saber o que acontecera com a menina. Segundo familiares, ele era muito ligado à bisneta

Os ataques são considerados uma consequência da crise do sistema penitenciário do Maranhão. No domingo, 5, o Ministério da Justiça ofereceu vagas em presídios federais para isolar os presos que, de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, estariam ordenando as ações criminosas. Desde o ano passado, 62 detentos foram mortos dentro do presídio.

Presos. Também nesta manhã, a Polícia Militar do Maranhão anunciou que prendeu mais seis acusados de participar dos atentados a ônibus e delegacias em São Luís, capital do Estado. Somadas as detenções feitas no final de semana, chega a 17 o número de suspeitos de participar das ações criminosas. Dois deles são adolescentes.

Os seis homens foram detidos durante uma operação policial na Vila Sarney e agora também deverão ser denunciados por homicídio pela morte da criança. Quando foram detidos, os suspeitos estavam escondidos em um matagal. Eles são apontados como os criminosos que organizaram e executaram o único ataque que deixou vítimas: o que resultou no incêndio de um ônibus na Vila Sarney e deixou, na ocasião, cinco pessoas feridas, entre elas Ana Clara, sua mãe e irmã e dois adultos.

A versão da polícia é corroborada pelo fato de um dos detidos apresentar queimaduras pelo corpo. Os nomes destes seis acusados não foram divulgados. Eles deverão ser apresentados junto com outro homem preso acusado de participar do atentado à 8º Delegacia de Polícia, localizado no bairro da Liberdade, conhecido como uma das áreas disputadas por facções criminosas ligado ao tráfico de drogas.






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