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Memorial da América Latina está com o alvará vencido há 20 anos

Defesa Civil fará vistoria neste sábado, 30, no prédio projetado para determinar se estrutura ficou abalada; vistoria feita em maio constatou irregularidades na fiação elétrica

29 de novembro de 2013 | 21h 43
Bruno Ribeiro, Paulo Saldaña, Diego Zanchetta e Bruno Paes Manso - O Estado de S. Paulo - Atualizada às 9h45 do dia 30/11/2013

SÃO PAULO - Atingido  por um incêndio de grandes proporções nessa sexta-feita, 29, o Memorial da América Latina, , na Barra Funda, zona oeste da capital, não possui licença para grandes eventos e está com o alvará vencido há 20 anos.

Combate ao fogo durou mais de cinco horas - Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão
Combate ao fogo durou mais de cinco horas

O fogo no prédio projetado por Oscar Niemeyer destruiu o interior do Auditório Simón Bolívar e deixou 16 pessoas feridas: um brigadista e 15 bombeiros, dois em estado grave. O combate às chamas demorou mais de cinco horas.

Segundo a Prefeitura, complexo não tem licença para eventos com mais de 250 pessoas e uma vistoria feita em maio encontrou irregularidades na fiação elétrica.O alvará de funcionamento também está vencido há 20 anos.

De acordo com a Defesa Civil, uma avaliação será feita neste sábado, 30, para determinar se as estruturas do prédio foram atingidas - ainda havia fumaça saindo por rachaduras no teto côncavo do auditório, no começo da noite de sexta-feira, 29.

O incêndio foi notado pouco antes das 15h. Segundo o Corpo de Bombeiros, o socorro foi chamado às 14h46. Às 20h30, o fogo já havia sido controlado, mas ainda existiam três focos de chamas no interior do prédio e o trabalho de rescaldo está previsto para ser realizado neste sábado de manhã. O coronel Erick Cola, comandante dos bombeiros, afirmou que o primeiro combate foi feito pelos brigadistas. A principal suspeita, não confirmada oficialmente, é de que um curto-circuito tenha sido a causa das chamas.

No horário, a região da Barra Funda sofria uma falta de energia elétrica. Os funcionários do Memorial contaram que, depois do almoço, não havia luz, telefone nem internet no complexo. "Não sei se foi ligado o gerador.

Preciso conversar com os técnicos. Mas é algo ligado à queda de energia e ao gerador", disse o diretor-presidente do Memorial, o cineasta João Batista de Andrade. "O importante é que temos a vistoria do Corpo de Bombeiros em dia", afirmou. A informação foi confirmada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que afirmou que o auto de vistoria tinha validade até 2014.

O coordenador da Defesa Civil, Jair Paca de Lima, disse que será feita uma vistoria no auditório neste sábado, 30. Lima afirmou que as rachaduras no teto do prédio são preocupantes e ainda não é possível descartar a demolição do imóvel.

O comandante dos Bombeiros, contudo, considerou que não existe risco de o prédio desabar. Apesar do balanço final ainda não ter sido feito, os bombeiros afirmaram que "bem mais" do que 50% do interior do prédio havia sido queimado.

Confinado. Uma grande coluna de fumaça se formou e pôde ser avistada à distância. O calor estourou os vidros das laterais do prédio, inaugurado há 24 anos. Na hora, o auditório estava vazio, conforme testemunhas. As chamas começaram na sala B do Auditório Simón Bolívar, para depois passar para a sala A. O auditório tem espaço para 1.600 pessoas.

O fogo se espalhou rapidamente porque o incêndio ocorreu em uma área confinada, com pouca ventilação e estrutura com pé-direito alto. Dentro do auditório, havia poltronas, carpetes e tecidos, tipos de materiais inflamáveis que aceleraram o processo de propagação.

O momento mais dramático dos trabalhos ocorreu pouco depois do início do combate ao fogo, quando uma lufada de ar entrou no recinto confinado, proporcionando o chamado flash over, queima acelerada ocorrida por causa do ingresso do oxigênio misturado aos gases e ao calor.

Depois do flash over, os bombeiros tentaram sair do foco do incêndio. Dois não conseguiram escapar. Eles tiveram as vias aéreas queimadas e foram levados para a UTI do Hospital das Clínicas. Às 21 horas, ainda estavam sedados preventivamente, mas não corriam risco de vida. Outros seis bombeiros levados ao hospital tiveram ferimentos leves e foram liberados.

Uma tapeçaria da artista plástica Tomie Ohtake, que completou 100 anos neste mês, era a principal obra de arte do recinto. Segundo o presidente do Memorial, contudo, o trabalho poderá ser refeito porque os moldes permitem a confecção de uma nova peça.


Houve boatos de que dentro do auditório também havia quadros do pintor Cândido Portinari, informação que foi desmentida pelo governador Geraldo Alckmin. "Houve uma exposição com os quadros do pintor no ano passado. Mas ela foi desmontada e não havia nenhum quadro do Portinari dentro do auditório."

Cento e nove homens e 51 viaturas do Corpo de Bombeiros atuaram no combate ao fogo. O festival de hip-hop, previsto para ocorrer neste sábado no auditório, está mantido. Vai acontecer na praça principal do Memorial da América Latina. Segundo a assessoria do Memorial, apesar do incêndio, a agenda cultural do fim de semana, que se encontra no site, está mantida.






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