Não estamos livres de blecautes, afirma Dilma Rousseff
'O que prometemos é que não terá mais racionamento', diz ministra, duas semanas após descartar apagões
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira, 12, que o sistema elétrico nacional não está livre de blecautes, mas garantiu que o País não sofrerá mais racionamentos de energia como em 2001. "Uma coisa é blecaute. Ninguém pode prometer que não vai ter interrupção. O que nós prometemos é que não terá mais racionamento neste País", afirmou a jornalistas. "Nós não estamos livres de blecaute", acrescentou. Há duas semanas, em entrevista ao programa "Bom dia Ministro", da Radiobrás, Dilma havia tido que o governo tinha "a certeza" de que não ocorreriam outros apagões no Brasil. (ouça)
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"Racionamento é barbeiragem", reagiu Dilma, que já comandou a pasta de Minas e Energia, em suas primeiras declarações sobre o blecaute que deixou 18 Estados brasileiro às escuras na última terça. "Hoje o Brasil tem mais energia do que em qualquer outro momento." Assim como disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, mais cedo, Dilma declarou que "para o governo, este episódio está encerrado."
"É absolutamente inequívoco que o Brasil de hoje é diferente do Brasil que sofreu racionamento por oito meses. Temos energia sobrando, naquela época faltava", afirmou a ministra à jornalistas após evento no CCBB a respeito dos números do desmatamento na Amazônia Legal.
Dilma garantiu que o sistema de geração e transmissão de energia é "extremamente robusto" e que o episódio está sendo avaliado pelo Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)."Respondo a vocês com o que disse Lobão Não tenho nenhuma informação a acrescentar", afirmou.
De acordo com a ministra, o sistema foi submetido a uma situação muito forte de vendaval, chuvas e raios que teria desligado a transmissão como forma de proteção. "A avaliação da causa é essa. Se houve mais elementos, a responsável pela apuração é a Aneel", disse.
Dilma lembrou que em 2005 houve uma situação similar no Brasil, ainda que não na mesma proporção, nos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Ela citou sua experiência à frente da pasta, disse que sua resposta não era politizada e salientou que os diferentes setores de energia elétrica devem ser ouvidos sobre o tema.
A ministra voltou a dizer que a Aneel é que ficará a cargo do levantamento completo das causas, mas mostrou-se tranquila em relação a isso, afirmando que a agência já fez uma tarefa similar no evento do passado. Ela encerrou a entrevista coletiva mostrando bom humor. "Nós, seres humanos, temos um problema imenso: não controlamos chuva, vento, raio, apesar de sempre termos tentado. Mas não
conseguimos ainda. Talvez, algum dia."
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(Com Reuters)
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