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Negro Acácio era sócio de traficantes brasileiros, diz CPI

03 de setembro de 2007 | 21h 03
Eugênia Lopes

Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas, que terminou em novembro de 2006, apontou que "Nego Acácio" era um dos chefes da Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC), que negociava com criminosos brasileiros. Segundo o presidente da extinta CPI, o ex-deputado Moroni Torgan (DEM-CE), Nego Acácio era sócio no tráfico de armas e de drogas com bandidos brasileiros, entre eles Fernandinho Beira Mar, que acabou preso em abril de 2001 na Colômbia.

"Ele (Nego Acácio) tinha uma associação com o Fernandinho Beira Mar para tráfico de armas e drogas para o Brasil. Em troca, o Nego Acácio dava cobertura para os criminosos brasileiros", explicou Moroni Torgan. No relatório da CPI do Tráfico de Armas, os deputados afirmaram que "na fronteira do Brasil com a Venezuela e Colômbia há muita facilidade na entrada de armas e munições e drogas. "Para tanto, deve haver um combate permanente ao tráfico de armas, munições e drogas.

As operações devem continuar, mas é importante que as ações dos criminosos sejam permanentemente investigadas, combatidas e punidos os responsáveis por tais crimes", defendeu o relatório, aprovado em novembro do ano passado.

No mesmo capítulo, que trata da "conexão/Brasil/Venezuela/Colômbia, os integrantes da comissão observaram que "um fato que chamou à atenção quando da prisão de "Fernandinho Beira-Mar" na Colômbia foi a figura de um dos chefes das FARC, "'Nego Acácio".

A troca de armas e munições por drogas é evidenciada. A presença de "Beira-Mar" comprova isto". A CPI alertou ainda que "o tráfico de armas e munições entre o Brasil, a Colômbia e a Venezuela é muito grande".

"Há uma estreita vinculação entre o tráfico internacional de drogas e o crescimento do comércio ilegal de armas e munições. A Colômbia é sempre o destino final das rotas de tráfico internacional de armas e munições. Isto se dá em conseqüência daquele país ter os melhores e maiores compradores de armas e munições e de ser grande fornecedora de cocaína. As organizações paramilitares e as chamadas Forças Armadas Revolucionárias entraram no comércio ilegal de armas com munições e fazem esta disputa usando a cocaína como moeda de troca e de pagamento", concluíram os deputados, no relatório de 428 páginas.

O nome de "Nego Acácio" apareceu na CPI do Tráfico de Armas no dia 26 de abril de 2006. Na ocasião, delegados e agentes da Polícia Federal estiveram na comissão para relatar a prisão de dois colombianos, que foram presos em flagrante dias antes com R$ 700 mil em dinheiro. A suspeita é que eles trabalhassem para "Nego Acácio". "Com eles (colombianos) foram encontrados armas, munições e armamentos de uso restrito militar e grande volume de numerário. Estes colombianos são acusados de pertencerem às FARC. Um deles afirma residir em San Felipe que é área controlada pelas FARC", afirmaram os deputados, no relatório da CPI do Tráfico Armas.

O relatório da CPI apontou ainda que, de acordo com a Polícia Federal, "existem grandes locais escolhidos por traficantes para escoar a droga da Colômbia. Os traficantes usam o Alto Rio Negro, para se livrarem da perseguição na parte norte da Colômbia, entrando na Venezuela e passando por Roraima.

Estes pontos são utilizados para fugirem da perseguição que o governo colombiano está imprimindo contra o tráfico internacional de drogas.O setor de guerrilhas está muito interessado em adquirir armamentos e tem facilidade na aquisição de armas e munição. A guerrilha negocia livremente a droga".




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