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No primeiro protesto após prisão, manifestantes perguntam de Amarildo e ironizam pagamento

Único coro que rivalizava com a referência ao desaparecimento do pedreiro era 'Ê, ê, ê, cadê meu cachê?'

13 de fevereiro de 2014 | 21h 08
Fábio Grellet - O Estado de S. Paulo

RIO - Na primeira manifestação promovida no Rio após a identificação do suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, cerca de 700 pessoas seguiram em passeata da Candelária até as imediações da sede administrativa da prefeitura, no centro da capital fluminense.

Cerca de 700 pessoas saíram da Candelária até as imediações da sede administrativa da prefeitura - Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão
Cerca de 700 pessoas saíram da Candelária até as imediações da sede administrativa da prefeitura

Ativistas ridicularizaram a denúncia de que quem participa de atos violentos receberia cachê e praticamente ignoraram a morte do cinegrafista. Andrade só foi lembrado quando os manifestantes passavam pela praça onde foi atingido. O grupo permaneceu em silêncio durante aproximadamente um minuto e a homenagem foi estendida tanto a ele como às "dezenas de pessoas assassinadas e feridas pela PM nas manifestações".

Durante o restante da caminhada, o grito mais frequente era "Cadê o Amarildo?", uma referência ao ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, morto sob tortura por policiais da UPP da Rocinha em julho do ano passado, segundo a Polícia Civil.

O único coro que rivalizava com o episódio de Amarildo era "Ê, ê, ê, cadê meu cachê?", menção aos R$ 150 que seriam pagos a manifestantes, segundo depoimento de Caio Silva de Souza, preso anteontem. A mesma pergunta podia ser lida em diversos cartazes levados pelos manifestantes.

Muitos ativistas também transportavam bandeiras de partidos políticos, como o PSTU e o PSOL e PCB, e de movimentos sociais como a Frente Independente Popular (FIP) e a Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist). A maioria das bandeiras era do PSTU.

Sem confronto. Apesar das constantes provocações de manifestantes aos policiais que acompanhavam a caminhada, não houve nenhum incidente até 20h45, quando o grupo já estava na frente da prefeitura. Os poucos manifestantes que se dispuseram a conversar com a imprensa repetiam que a culpa pela morte foi da polícia, que teria iniciado o confronto.






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