Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Brasil
Início do conteúdo

'Nunca tinha visto nada igual', dizem moradores desalojados no Espírito Santo

Chuva tirou 46.189 pessoas de casa em todo o Estado

23 de dezembro de 2013 | 20h 50
Jheniffer Sodré - Especial para o 'Estado'

Com as fortes chuvas que atingem o Espírito Santo há mais de sete dias, o casal Everton e Susete Magalhães tiveram de deixar sua casa e buscar abrigo com parentes e amigos. Na quarta-feira passada (18), a rua onde eles moram, no município de Vila Velha, na Região Metropolitana de Vitória, ficou completamente alagada. Como a chuva não cessou nos dias seguintes, a água foi entrando aos poucos na casa até que os moradores não tiveram opção a não ser sair.

Até as 18 horas desta segunda-feira (22), 46.189 pessoas tiveram de sair de casa em todo o Estado. Destes, 41.520 foram desalojados (foram para casa de amigos e parentes) e 4.669 ficaram desabrigados (dependem de abrigos públicos).

"Ficamos ilhados dentro da nossa própria casa. Em quatro anos que moramos no bairro Nova Itaparica foi a primeira vez que isso aconteceu", conta o comerciante Everton Magalhães. A água chegou a quase um metro de profundidade na residência do casal e, no sábado (21), eles decidiram deixar o local. A funcionária pública Susete foi para Minas Gerais para a casa de parentes. Seu marido ficou em Vila Velha, na casa de amigos.

O comerciante conta que ainda não foi ver em que situação está sua casa nem conseguiu contabilizar as perdas, pois não é possível nem chegar até lá. "Está tudo alagado no caminho, então só tenho notícias por meio de uma vizinha que mora em um sobrado. A sorte é que tivemos tempo de levantar alguns móveis para evitar muitos estragos."

Quem também precisou deixar sua residência por causa das chuvas foi a operadora de caixa Eugênia Paiva, de 37 anos. Ela e suas duas filhas, de 6 e 11 anos, foram obrigadas a sair de casa no sábado (21), quando a água estava na altura dos joelhos. Eugênia mora há mais de 30 anos no bairro Cobilândia, também em Vila Velha, e sofre com as enchentes há mais de uma década. "Toda vez que chove forte entra um pouco de água em casa, mas dessa vez foi muito pior. Nunca tinha visto nada igual."

Eugênia conta que primeiro buscou abrigo na casa da sogra de sua irmã, mas o local também inundou, então ela precisou pedir ajuda a outros familiares. "Eu não sei nem o que fazer. Hoje passei em casa para pegar algumas roupas e me deu vontade de chorar. Está tudo embaixo d'água... É desesperador e só me resta esperar."






Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui

Siga o Estadão

Funcionários tentaram controlar fogo de ônibus em Osasco

  • Funcionários tentaram controlar fogo de ônibus em Osasco
  •  Psicóloga dá dicas para escolher carreira
  • Brasília: monumental na aparência e nas distâncias



Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo