ONG recolhe 100 animais deixados para trás após desocupação no Pinheirinho
Voluntários tratam de bichos abandonados. Ideia é devolvê-los aos antigos lares ou arrumar um dono
SÃO PAULO - Mais de cem animais de estimação já foram recolhidos no entulho deixado pela reintegração de posse na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos. No dia 22, cerca de 1.500 famílias foram retiradas do local por determinação da Justiça. Como a operação ocorreu sem aviso prévio, muitos animais ficaram para trás.
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Cerca de 50 pessoas ligadas a entidades protetoras dos animais agora percorrem a área atrás de outros bichos, que não param de aparecer. A estimativa é de que os animais abandonados ultrapassem os 600. "Muitos estavam mortos entre os destroços. É uma situação muito triste, como se tivesse passado um tsunami por aqui", afirma Vicente Define Neto, diretor da ONG Cão Sem Dono, de São Paulo, que foi para São José ajudar nas buscas.
Segundo os voluntários, a quantidade de bichos abandonados é o retrato de uma comunidade estável. Além de gatos e cachorros, havia cavalos, porcos, galinhas e cabritos. Durante a chegada da polícia, muitos animais correram e se espalharam pela área de 1,3 milhão de m² onde viviam os moradores de Pinheirinho.
A prefeitura de São José dos Campos afirmou que já retirou da área 24 animais, que foram enviados a um abrigo.
Férias. Para atrair os animais, os voluntários oferecem ração. Só a ONG Cão sem Dono levou mais de 1 tonelada. "Pode-se ter a dimensão da situação pela quantidade de animais mortos que ficaram para trás. Tanto que o mau cheiro por aqui é muito forte", afirma a assistente administrativa Telma Rodrigues de Carvalho, que passou a trabalhar como voluntária em Pinheirinho aproveitando as férias.
Ela já tem mais de 46 gatos e 10 cachorros vivendo em sua casa. Os animais primeiro vão receber cuidados veterinários. Depois de curados, a ideia é que eles voltem para seus donos. Caso os proprietários não os queiram de volta, podem ser feitas campanhas e feiras de adoção.
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