Patrono da Beija-Flor assitirá desfile da escola pela televisão
Aniz David, o Anísio, está preso sob acusação de comandar quadrilha de caça-níqueis e lavagem de dinheiro
O contraventor Aniz Abrahão David, o Anísio, poderá assistir ao desfile da Beija-Flor, escola de samba de que é patrono, em casa. Preso desde outubro, sob acusação de comandar quadrilha de caça-níqueis e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte, Anísio obteve o direito de ficar em prisão domiciliar, para receber assistência médica no sistema conhecido como hospital residência ou home care. A decisão unânime foi da quarta turma de desembargadores do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe). Veja também: Cobertura completa do carnaval 2009 Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da folia Especial: mapa das escolas no Rio e em SP O advogado de Anísio, Ubiratan Guedes, alegou uma série de doenças para justificar a transferência de um presídio no Rio para casa, em Copacabana: diverticulite aguda, artrose da coluna e pernas, hipertensão arterial, dores de ouvido causadas por fungos e depressão leve. O advogado anexou ainda certidão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, em que consta a informação de que o Hospital Central Penitenciário não tem a medicação de que o contraventor precisa nem do material de aspiração para controle da patologia no ouvido. A desembargadora Margarida Cantarelli, relatora do pedido de habeas corpus, escreveu em sua decisão que a "manutenção do paciente preso preventivamente, há mais de 94 dias, sem oferecer os tratamentos médicos adequados que são considerados indispensáveis, atenta contra a dignidade da pessoa humana". O advogado Ubiratan Guedes não quis comentar a decisão porque, segundo ele, o processo corre em segredo de Justiça - no entanto, a decisão da desembargadora está publicada na íntegra no site do TRF-5.ª Região. Ele não informou se Anísio já havia sido transferido para casa. O contraventor foi preso com mais 15 pessoas, em 29 de outubro, numa operação da PF que apura lavagem de dinheiro, descaminho e câmbio ilegal numa conexão Rio de Janeiro - Rio Grande do Norte. O policial federal Luciano Delgado Botelho, acusado de levar o dinheiro para uma doleira em Natal, também foi preso na ocasião.
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