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Polícia tenta convencer manifestante a descer de árvore no Museu do Índio

Suposto índio protesta desde as 9h30 pendurado a 4 metros de altura; ativistas são contra divisão de terreno com outros empreendimentos do governo

16 de dezembro de 2013 | 15h 09
Marcelo Gomes e Sergio Torres - O Estado de S. Paulo

RIO - Policiais militares do Batalhão de Choque arrastaram à força dez manifestantes que permaneciam sentados em volta de uma árvore próxima ao Museu do Índio, na zona norte do Rio, onde está um homem de cocar pendurado a um galho, a 4 metros de altura.  O suposto índio protesta desde as 9h30 contra a retirada de indígenas e ativistas da área do antigo museu, vizinho ao estádio do Maracanã.

Homem se recusa a descer e recusou escada dos bombeiros - Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão
Homem se recusa a descer e recusou escada dos bombeiros

Os manifestantes foram agarrados e retirados do entorno da árvore pela PM, que agora cerca o tronco com grades. Identificado não-oficialmente como Urutau Guajajara, o homem permanece quieto na maior parte do tempo. Além do cocar de penas coloridas, veste apenas uma bermuda.

O Corpo de Bombeiros estendeu uma escada do tipo magirus em direção à arvore, mas o homem recusou-se a descer.

No momento, há 20 PMs dentro da área cercada. Eles estudam com os bombeiros o que fazer para tirar o suposto índio do galho alto. O suposto indígena pediu água. Um bombeiro lhe entregou um copo.

O conflito aconteceu às 12h30. Havia 30 manifestantes sentados em protesto nas imediações do tronco. A PM mandou todo mundo sair. Só dez ficaram, e acabaram arrastados em meio a gritos e ameaças. Um homem, que dirigia desaforos a policiais e jornalistas, foi preso em flagrante. Os demais chamavam os PMs de "cachorrinhos do Cabral" (referência ao governador Sérgio Cabral).

Junto a eles, uma faixa pergunta, em inglês, onde foram parar os ossos do pedreiro Amarildo de Souza, morto pela PM em julho, na favela da Rocinha (zona sul). O corpo jamais apareceu.






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