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Sobe para 237 o número de mortos em incêndio da boate de Santa Maria

Bruno Portella Fricks, de 22 anos, estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

03 de fevereiro de 2013 | 8h 46
Lucas Azevedo - texto atualizado às 17h45 para acréscimo de informação - O Estado de S.Paulo

SANTA MARIA - Aumentou para 237 o número de vítimas da tragédia de Santa Maria. Na noite deste sábado foi confirmada a morte de Bruno Portella Fricks, 22 anos, que estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

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Bruno era formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Maria - Reprodução
Reprodução
Bruno era formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Maria

O rapaz era formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em agosto de 2012. Bruno estava na boate Kiss na companhia da namorada Jéssica Duarte, 20, que permanece internada no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. O enterro de Bruno aconteceu no cemitério Santa Rita, em Santa Maria, na tarde deste domingo.

Entenda. O incêndio com mais mortes nos últimos 50 anos no Brasil causou comoção nacional e grande repercussão internacional. Em poucos minutos, mais de 230 pessoas - na maioria jovens - morreram na boate Kiss de Santa Maria - cidade universitária de 261 mil habitantes na região central do Rio Grande do Sul.

A tragédia começou às 2h30 de domingo (27/01), quando um músico acendeu um sinalizador para dar início ao show pirotécnico da banda Gurizada Fandangueira. No momento, cerca de 2 mil pessoas acompanhavam a festa organizada por estudantes do primeiro ano das faculdades de Tecnologia de Alimentos, Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A maioria das vítimas, porém, não foi atingida pelas chamas - 90% morreram asfixiadas.

Sem porta de emergência nem sinalização, muitas pessoas em pânico e no escuro não conseguiram achar a única saída existente na boate. Com a fumaça, várias morreram perto do banheiro. Na rua estreita, o escoamento do público foi difícil. Bombeiros e voluntários quebraram as paredes externas da boate para aumentar a passagem. Mas, ao tentarem entrar, tiveram de abrir caminho no meio dos corpos para chegar às pessoas que ainda estavam agonizando. Muitos celulares tocavam ao mesmo tempo- eram pais e amigos em busca de informações.




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