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Soltos 6 dos 9 PMs presos após mortes

Grupo da Rota passou 2 dias em prisão administrativa para não atrapalhar investigação; 3 policiais acusados de execução seguem detidos

31 de maio de 2012 | 22h 30
William Cardoso - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Seis policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) envolvidos na ação que provocou a morte de seis suspeitos na noite de segunda-feira, na Penha, zona leste de São Paulo, foram colocados em liberdade na tarde desta quinta-feira, 31, depois de passar dois dias em prisão administrativa. Eles estão afastados do serviço de rua. Outros três que foram presos em flagrante pela execução de um dos suspeitos permanecem detidos no Presídio Militar Romão Gomes.

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Segundo a Corregedoria da Polícia Militar, foram liberados na tarde desta quinta dois tenentes, um sargento, um cabo e dois soldados que participaram da ação ocorrida no estacionamento na Rua Osvaldo Sobreira, próximo ao Parque Tiquatira.

A prisão administrativa serviu para que eles não interferissem nas investigações.

Os dois tenentes foram detidos para que se apurasse se foram omissos ou prevaricaram em relação ao que foi feito pelo restante da tropa. Já os depoimentos do sargento, do cabo e dos dois soldados apresentavam inconsistências entre si, segundo a Corregedoria. Não foram divulgadas quais seriam as inconsistências.

Segundo o major Levi Félix, da Corregedoria, ainda não é possível afirmar se os policiais presos administrativamente têm alguma culpa. "O inquérito é que vai esclarecer o que aconteceu. Toda ação de confronto sempre é investigada", disse.

Os seis seguem em liberdade até o fim do inquérito. "Eles agora deverão passar pelo Programa de Acompanhamento do Policial, destinado a quem se envolve em ocorrência com morte, e ficarão à disposição de suas unidades", afirmou o major.

Afastamento. Os policiais ficam afastados do serviço de rua quando passam pelo programa. "Como ocorre com todos os que se envolvem em ocorrências com morte, eles só voltarão à rua quando estiverem em plenas condições emocionais. É temerário colocá-los em situações de risco como se nada tivesse acontecido", disse o major.

A PM ainda vai analisar laudos e perícias para apurar a participação de cada um dos 24 policiais que, em seis viaturas, se envolveram na ação da última segunda.

Depois da abordagem da Rota na Penha, uma testemunha ligou para o 190 e relatou, em tempo real, a execução de um dos suspeitos na Rodovia Ayrton Senna, nas proximidades do Parque Ecológico do Tietê.

Estavam na viatura o sargento Carlos Aurélio Thomaz Nogueira, de 42 anos, o soldado Marcos Aparecido da Silva, de 37, e o cabo Levi Cosme da Silva Júnior, de 34, que foram presos em flagrante por homicídio doloso e continuam atrás das grades.

Cãibras. Câmeras mostraram a viatura parada no local. Um dos policiais alegou que parou ali para se exercitar porque estava com cãibras.

Segundo a Rota, uma denúncia feita diretamente ao quartel disse que um grupo de criminosos planejava, no estacionamento da Penha, o resgate de um preso do Centro de Detenção Provisória do Belém, também na zona leste. A PM diz que encontrou armas e drogas com os suspeitos - que seriam do Primeiro Comando da Capital - e foi recebida a tiros.

A Polícia Civil também conduz um inquérito para determinar o que aconteceu na noite da última segunda-feira. Já foram colhidas provas no local e recolhidas as armas dos policiais envolvidos. Nesta quinta também começaram a ser analisadas imagens dos prontos-socorros para onde foram levados os suspeitos.





Tópicos: Rota, PM

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