STF decide que acusados por morte de Celso Daniel continuem soltos
Liminar foi concedida por considerar que acusados ficaram presos desde 2002 sem serem julgados
SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou definitiva a liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello para três acusados de envolvimento na morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP) assassinado em 2002. O julgamento favorável à liberdade de José Edison da Silva, Marcos Roberto Bispo dos Santos e Elcyd Oliveira Brito foi realizado na tarde desta terça-feira, 13.
A liminar foi concedida em março de 2010, que levou em conta o fato de os acusados estarem presos desde 2002 sem que tenham sido levados a julgamento. Na ocasião, o ministro alegou excesso de prazo na formação da culpa, e disse entender que nada justificava tamanha demora no julgamento. O ministro voltou a dizer nesta terça-feira que em termos de delonga o caso é "emblemático".
O crime ocorreu em 2002, quando a vítima foi sequestrada na noite de 18 de janeiro por um grupo armado. O corpo, crivado de balas, foi encontrado dois dias depois em uma estrada de terra batida em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
O Ministério Público (MP) sustenta que houve motivação política na execução de Celso Daniel e denunciou oito suspeitos, apontando como mandante o empresário Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra". Para a promotoria, o ex-prefeito foi morto porque teria tentado dar fim a suposto esquema de corrupção na prefeitura. A polícia, no entanto, concluiu que ele foi vítima de sequestradores comuns.
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