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Tiroteio pouco antes da queima de fogos em Copacabana teve 12 feridos

Confusão teve início após policial militar tentar apartar briga entre marido e mulher, na esquina da Rua República do Peru com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana

01 de janeiro de 2014 | 13h 28
Thaise Constancio e Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo

Atualizado às 14h10

RIO - O tiroteio ocorrido em Copacabana, zona sul do Rio, no fim da noite de terça-feira, 31, pouco antes da queima de fogos, deixou 12 pessoas feridas, segundo a Polícia Militar.

A confusão começou quando Adilson Rufino da Silva, de 34 anos, tentou enforcar a mulher, Rosilene de Azevedo, 37, na esquina da Rua República do Peru com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Um policial militar tentou apartar a briga e foi agredido por Rufino. O agressor também conseguiu arrancar a arma do coldre do soldado e efetuou diversos disparos. PMs que estavam próximos reagiram. Em meio ao tiroteio, pessoas que passavam pelo local entraram em pânico. Houve correria.

Doze pessoas foram feridas e encaminhadas a cinco unidades de saúde: Hospital Copa D'Or (particular); Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Copacabana; Hospital Municipal Miguel Couto (no Leblon, zona sul); Hospital Municipal Souza Aguiar (no Centro); e Hospital Municipal Lourenço Jorge (na Barra da Tijuca, zona oeste).

Entre os feridos estão o comandante do 19º Batalhão da PM (Copacabana), tenente-coronel Ronald Langres Santana, um sargento lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) da PM, que estava de folga, e um guarda municipal. Os dois PMs foram transferidos para o Hospital Central da corporação, no Estácio, zona norte.

Baleado na perna, o tenente-coronel Santana foi medicado e liberado. Já o sargento (que não teve o nome revelado) segue internado, e seu estado de saúde é estável. Ele é segurança do procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira.

Cinco vítimas foram levadas para o Hospital Municipal Miguel Couto. Rufino, que foi ferido na perna e teve diversas lesões, foi operado e passa bem. Renato Resse, de 15 anos, também foi baleado no ombro, atendido e liberado de manhã. Ele contou que vendia água na rua junto com a sogra, e foi ferido quando foi buscar mais garrafas no carro. "Ouvi um barulho, mas achei que fossem fogos. Foi quando coloquei a mão no ombro e vi que estava ferido. Senti muita ardência, mas não vi o momento em que fui atingido", afirmou.

A supervisora de call center Lucy da Silva, de 43 anos, e Carolina Sales, de 19, foram atingidas por estilhaços, mas já foram liberadas. Quando foi ferida, Carolina estava com o marido, Diogo, a filha, de oito meses, e o enteado, de 4 anos. Foi a primeira vez dela no réveillon de Copacabana. "Meu filho Diogo ligou para casa desesperado, avisando que a Carol tinha sido atingida na perna. Ele me falou que era muito tiro e atiravam no meio da população", afirmou Valcineia Gomes, sogra de Carolina.

Já Maria Clara Freitas, de 7 anos, foi baleada no tórax e precisou ser operada. Ela está em situação estável e será transferida para um hospital particular.

A 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) abriu inquérito para investigar o caso. Rufino foi preso em flagrante e permanece hospitalizado sob custódia policial. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de violência contra a mulher (Lei Maria da Penha) e por tentativa de homicídio.

De acordo com a Polícia Civil, os oito PMs envolvidos na ação já foram ouvidos e todas as armas apreendidas e encaminhados à perícia. O objetivo é descobrir se alguma das vítimas foi ferida por tiros disparados pelos policiais militares. Os investigadores aguardam a recuperação das vítimas para serem ouvidas. Também solicitaram imagens de câmeras de segurança instaladas na região.

Em seu depoimento, Rosilene contou que Rufino seria viciado em drogas e estava alcoolizado. Ela não soube dizer se o marido estava sob efeito de drogas no momento do episódio. Segundo Rosilene, Rufino tentou enforcá-la na frente dos dois filhos do casal por ciúmes.





Tópicos: Réveillon, Copacabana, Rio

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