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Turnowski sai da chefia da Polícia Civil do Rio após Operação Guilhotina

Principal assistente do delegado foi preso na ação da PF; decisão foi tomada após reunião com Beltrame

15 de fevereiro de 2011 | 12h 54
Solange Spigliatti - Central de Notícias

SÃO PAULO - O chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça-feira, 15, após reunião com o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame. Em nota, a corporação explica que a decisão foi tomada "após os dois concluírem que esta seria o mais adequado para preservar o bom funcionamento das instituições". Seu substituto ainda não foi anunciado.

Turnowski ficou quase dois anos na chefia da Polícia Civil - Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE
Turnowski ficou quase dois anos na chefia da Polícia Civil

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A reunião foi feita após uma crise na cúpula da Segurança do Rio, desencadeada na última sexta-feira, após a prisão de dezenas de policiais militares e civis, durante a Operação Guilhotina, da Polícia Federal. Ao todo, 45 pessoas foram detidas, acusadas de envolvimento em corrupção, participação em milícias, desvio de armas e venda de proteção a bicheiros, narcotraficantes e contrabandistas.

Entre os presos está o delegado Carlos Antonio Oliveira, que até o ano passado foi o principal assistente de Turnowski, este considerado homem de confiança de Beltrame. Em nota, o secretário "aproveita a ocasião para agradecer publicamente a dedicação e a fidelidade do delegado durante sua gestão".

Logo após o comunicado, Turnowski também divulgou nota em que agradece pela oportunidade de ter trabalhado na Polícia Civil e o apoio dos seus familiares. "Venho a público agradecer ao governador Sérgio Cabral e ao secretário de Segurança pela oportunidade de comandar minha instituição por quase dois anos (...) e também o apoio de meus familiares, que sacrificaram horas de convívio e atenção", disse.

No comunicado, o delegado afirma ter "certeza que esta é a melhor decisão para o momento". A Polícia Civil destacou, ainda em nota, as melhorias para as quais Turnowski teria contribuído durante um ano e dez meses que ficou à frente da corporação. Beltrame garantiu que "eventuais mudanças na equipe não vão prejudicar o compromisso assumido com a sociedade que é o de fazer do Rio um lugar cada vez mais seguro".

Crise. A situação na Segurança ficou mais delicada após a cúpula da Polícia Civil saber que a Delegacia de Repressão contra o Crime Organizado (Draco) colaborou nas investigações da Polícia Federal que acabaram na Operação Guilhotina. Ao ser ouvido pela PF, Turnowski reagiu atacando o delegado da Draco, Claudio Ferraz.

No domingo, alegando ter recebido denúncias por meio de uma carta anônima, o ainda chefe da Polícia Civil mandou lacrar a sede especializada chefiada por Ferraz, acusando os policiais daquela especializada de arquivarem investigações após o possível recebimento de propinas.

Ferraz disse que não era surpresa a reação tomada pela Polícia Civil, mas que a devassa realizada era um "constrangimento". Na semana passada, ele foi escolhido por Beltrame para assumir a superintendência de contrainteligência da Secretaria, cargo no qual dará continuidade às investigações contra policiais com desvio de conduta.

(Com Marcelo Auler, de O Estado de S.Paulo)

 

Atualizado às 14h09




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