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Viaturas da PM de São Paulo vão ganhar câmeras e 'GPS do crime'

Tecnologia deve evitar falhas em procedimentos; 'Sistema é inédito no mundo', diz tenente-coronel

31 de agosto de 2010 | 0h 01
Marcelo Godoy - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A PM prepara um pacote para mudar o patrulhamento nas ruas do Estado de São Paulo. Ela vai instalar câmeras em seus carros e um computador de bordo que vai avisar aos policiais quando se aproximam, por exemplo, de um bar onde há denúncia de venda de drogas ou de um cruzamento em que ocorrem muitos assaltos.

A aposta da PM na tecnologia obedece à lógica de que os novos sistemas devem melhorar a eficiência e a segurança. Devem ainda aumentar o controle dos supervisores, que poderão verificar possíveis falhas nos procedimentos e até desvios de conduta ou servir de prova para comprovar a legitimidade da ação.

A tecnologia também deve mudar a vida do paulistano. Quem se envolver em um acidente de trânsito, por exemplo, receberá do agente uma senha com a qual poderá, após 48 horas, entrar na web e obter uma cópia do B.O.

O sistema acoplado a um GPS vai avisar quem são os ladrões que costumam agir na região e mostrar fotos dos suspeitos. Também vai indicar o trajeto que a viatura deve fazer, de acordo com índices de criminalidade online. Um sensor mostrará quando o carro e os policiais estão em perigo.

"Esse sistema é inédito no mundo", diz o tenente-coronel Alfredo Deak Junior, que chefia o Centro de Processamento de Dados da PM e é um dos responsáveis pelo projeto.

Também será possível ver onde cada carro está, qual é a viatura mais próxima (em caso de ataque) e ainda gravar o trajeto do patrulhamento e dizer quanto tempo e onde se ficou parado. Os computadores envolvem um investimento de R$ 32 milhões em 2010 e 2011. Na primeira fase do projeto (R$ 12 milhões, em 2010), somente os 4 mil carros da capital terão o equipamento.

Câmeras. Já as câmeras devem custar R$ 600 mil neste ano. Por enquanto, elas vão equipar apenas os 240 carros do policiamento de trânsito da capital. Os testes começaram na semana passada, com quatro modelos.

A primeira fase do projeto prevê que as imagens das duas câmeras que serão instaladas em cada carro sejam gravadas. Elas serão descarregadas automaticamente, por rede Wi-Fi, cada vez que a viatura voltar ao quartel. O processo será automático e o gravador ficará embutido dentro do carro para evitar qualquer contato do policial ou de terceiros.

No próximo ano, a PM vai levar as câmeras para os carros que patrulham os bairros - o aparelho à frente gravará abordagens e perseguições e o de trás, garantirá a segurança. Os dados serão passado online para o Copom. Com o acesso online será possível ao comandante acompanhar qualquer ação - e despachar reforço, se necessário. O que emperra essa parte do programa é o custo, estimado em cerca de R$ 2 milhões por mês.



Tópicos: PM, Câmeras

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