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Ação de países árabes resolveria crise em Dubai, diz analista

Segundo economista, crise deve forçar emirado a ter mais transparência em seus negócios.

27 de novembro de 2009 | 15h 57

A crise que se abateu sobre o emirado de Dubai poderá ser resolvida rapidamente caso os países árabes no Golfo ajam em tempo para evitar que se torne uma "dor de cabeça", disse o economista da Universidade Libanesa, Fares Ishtay, à BBC Brasil.

Segundo ele, Abu Dhabi, que forma com Dubai e outras cinco cidades os Emirados Árabes Unidos, deverá agir e intervir na crise para evitar que tenha maiores repercussões e se transforme numa crise maior.

"Abu Dhabi já vinha injetando dinheiro em Dubai e não deverá ficar parado desta vez, deixando que a economia do emirado piore ainda mais. Isso seria embaraçoso para o país", disse.

Ishtay prevê que os outros vizinhos árabes, como Arábia Saudita, Kuwait e Catar, deverão agir logo para socorrer Dubai e acalmar os mercados.

"Eles devem ajudar Dubai porque têm investimentos e são credores do Emirado e também porque uma eventual queda na demanda por petróleo, causada por mais uma nova crise, prejudicaria suas exportações."

Os temores nos mercados foram detonados com a notícia, na quarta-feira, de que o conglomerado estatal Dubai World, responsável pela vasta expansão imobiliária do emirado, atrasará o pagamento de suas dívidas, avaliadas em US$ 58 bilhões - a maior parte da dívida do emirado, de US$ 80 bilhões.

O conglomerado avisou credores que suspenderia o pagamento da dívida como primeiro passo para tentar reestruturar seus negócios.

Os temores que se seguiram ao pedido de moratória provocaram quedas em bolsas de valores em várias partes do mundo.

A crise acontece em um momento em que a economia global ainda busca se recuperar da crise financeira iniciada no mercado imobiliário americano, em setembro de 2008.

Reestruturação

O economista Fares Ishtay crê que há um ponto positivo no pedido de moratória de Dubai.

"Pela primeira vez estão admitindo que há um problema estrutural. Nos últimos anos Abu Dhabi bateu de frente com Dubai sobre seus gastos excessivos, megaconstruções e economia baseada na mão-de-obra estrangeira".

Ele explicou que, ao admitir problemas e dívidas, Dubai dará mais transparência às suas operações e ganhará maior confiança de Abu Dhabi e de países do Golfo.

"Abu Dhabi exigirá de Dubai maiores esclarecimentos em torno de seu projeto de recuperação antes de liberar mais dinheiro. E, obviamente, usará isso como forma de pressionar o emirado a aceitar suas condições".

Mas ele alerta que, se Dubai não apresentar um projeto de reestruturação claro para seus credores, e principalmente para seus vizinhos árabes, a crise pode aumentar.

"Por enquanto, Dubai está sozinho e terá que arrumar a casa por suas próprias forças", enfatizou Ishtay. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.





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